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MADRID 20 ago. (EUROPA PRESS) -
A Justiça da Colômbia condenou Jhorman David Mora Silva, conhecido como “Caleño”, a mais de 15 e 11 anos de prisão, e a Cristian Camilo González Ardila, após chegarem a um acordo com o Ministério Público, no qual admitiram sua participação no assassinato do senador e pré-candidato colombiano Miguel Uribe, que faleceu em agosto de 2025 no hospital após um ataque perpetrado dois meses antes nos arredores de Bogotá.
Ambos reconheceram sua culpa pelos crimes de homicídio qualificado, fabricação, tráfico, porte ou posse de armas de fogo, acessórios, peças ou munições; associação criminosa agravada e uso de menores na prática de crimes, pelo que Mora deverá permanecer na prisão por 15 anos e oito meses, enquanto González recebeu uma sentença de onze anos e sete meses de prisão.
O Ministério Público sustenta que o primeiro deles — que já se encontrava atrás das grades por outro crime — entrou em contato por telefone, da prisão, com o adolescente que atirou contra Uribe na localidade de Fontibón, em Bogotá, para convencê-lo a realizar o ataque armado e indicar-lhe “como deveria se vestir para passar despercebido”.
O assassinato de Uribe, senador do Centro Democrático, pelas mãos de um adolescente de 15 anos chocou o país e reavivou, no imaginário coletivo, lembranças de épocas sombrias, especialmente nas décadas de 80 e 90, nas quais a violência e os assassinatos contra líderes políticos eram frequentes.
O senador ficou gravemente ferido após levar dois tiros na cabeça e um na perna no dia 7 de junho. Ele acabou falecendo no dia 11 de agosto no hospital. A investigação aponta para uma rede de assassinos profissionais como responsáveis pela organização do assassinato, cujos motivos ainda não estão claros. Há nove acusados por esses fatos.
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