Daniel Ceng Shou-Yi/Zuma Press W / Dpa - Arquivo
MADRID 27 abr. (EUROPA PRESS) -
As Forças Armadas das Filipinas informaram nesta segunda-feira que dois cidadãos de origem norte-americana morreram durante uma série de confrontos entre o Exército e dezenas de rebeldes comunistas na província de Negros Ocidental, localizada no centro do país.
A unidade do Exército especializada em combate à insurgência indicou que os dois americanos estavam entre os 19 supostos guerrilheiros que acabaram por morrer durante esses combates, ocorridos na localidade de Toboso, segundo informações do jornal 'The Philippine Star'.
Assim, pediu aos americanos de ascendência filipina que evitem serem arrastados para esse tipo de atividade por “grupos de extrema esquerda” que buscam apoio para “atividades insurgentes” e apostam no recrutamento pelo Novo Exército Popular, que se levantou em armas em 1969 em uma revolta com ideias marxistas-maoístas com o objetivo de tomar o poder. Em 2020, as autoridades designaram-no como organização terrorista, mas um tribunal de Manila acabou por revogar a ordem.
Agora, vários grupos de defesa dos direitos humanos solicitaram às autoridades que abram uma investigação independente sobre esse tipo de confronto, considerando que pode estar havendo vítimas civis.
“Pedimos à comunidade internacional que acompanhe este caso, uma vez que não se trata de um caso isolado, mas faz parte de um padrão contínuo de abusos e violações”, afirmou o Sindicato Nacional dos Advogados do Povo.
Os restos mortais dos 19 supostos insurgentes mortos nestes últimos combates já foram identificados e devolvidos às respectivas famílias, conforme informou o governo, que denunciou a presença de “estrangeiros” nas fileiras dos rebeldes comunistas, o que poderia acarretar “consequências irreversíveis”.
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