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MADRID 11 mar. (EUROPA PRESS) -
A primeira série de documentos publicados pelo governo britânico sobre a controversa nomeação de Peter Mandelson, ex-ministro trabalhista e ex-embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos — envolvido no caso do criminoso sexual Jeffrey Epstein — revela que funcionários britânicos alertaram o primeiro-ministro, Keir Starmer, sobre a existência de um “risco reputacional” devido às suas ligações com o magnata americano.
O governo britânico divulgou nesta quarta-feira uma primeira série de documentos, um dossiê de 147 páginas, no qual aparece um relatório de auditoria elaborado pelo gabinete de Starmer, que determina que havia um “risco reputacional geral” devido à sua relação com Epstein.
“Após a primeira condenação de Epstein por prostituição de uma menor em 2008, sua relação continuou entre 2009 e 2011, começando quando Mandelson era ministro dos Negócios e continuando após o fim do governo trabalhista. Segundo relatos, Mandelson se hospedou na casa de Epstein enquanto este estava na prisão em junho de 2009”, diz o texto.
Além disso, outro dos documentos revela que Mandelson pediu mais de 500.000 libras esterlinas (aproximadamente 579.200 euros) em indenização quando foi demitido em setembro de 2025, embora tenha finalmente recebido 75.000 libras (86.800 euros).
A nomeação de Mandelson em dezembro de 2024 colocou Starmer em uma situação delicada, que teve que se pronunciar e pedir desculpas por confiar na palavra do ex-embaixador, defendendo que desconhecia a profundidade, a magnitude e o alcance de sua relação com Epstein.
Mandelson está sendo investigado por supostamente revelar informações confidenciais ao bilionário americano sobre o resgate de 500 bilhões de euros que a zona do euro se preparava para aprovar em 2010, quando era ministro no governo do então primeiro-ministro britânico Gordon Brown (2007-2010).
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