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MADRID 16 jun. (EUROPA PRESS) -
Os dissidentes das FARC liderados por Nestor Vera Fernandez, vulgo 'Ivan Mordisco', anunciaram um ataque armado para esta semana no departamento de Guavire, no sudeste da Colômbia, em resposta à suposta aliança entre as forças de segurança e o grupo rival de vulgo 'Calarca', com quem o governo estabeleceu contatos para negociar a paz.
O grupo armado decretou uma greve armada de segunda-feira, 16 de junho, até sábado, 21 de junho, que inclui toque de recolher, bem como várias proibições, desde o uso de capacetes fechados para motociclistas até a circulação de veículos terrestres e fluviais com capuz.
Essa é uma resposta ao "conluio" das forças de segurança do estado com os dissidentes liderados por Alexander Díaz Mendoza, conhecido como 'Calarcá', que se separou do grupo de 'Iván Mordisco' para continuar com os processos de paz.
Os dissidentes do 'Mordisco' afirmam que essa aliança criou "uma situação de ansiedade e medo na população civil" e, por essa razão, "a pedido de muitas comunidades", optaram por decretar essa medida de força e "iniciar uma campanha militar contra os opressores".
Por sua vez, o presidente colombiano, Gustavo Petro, ordenou que o exército impedisse essa nova manobra do grupo "Mordisco". "Ataques armados não são permitidos no berço da civilização humana", disse ele.
"Que os brutos ignorantes da ganância sejam derrotados", escreveu ele no X, de onde exigiu novamente que 'Ivan Mordisco' depusesse suas armas, "caso contrário, ele será processado internacionalmente".
Desde abril deste ano, o governo colombiano suspendeu as operações militares contra os dissidentes de "Calarcá", ao contrário dos de "Iván Mordisco", contra os quais a ofensiva se intensificou após o colapso das negociações de paz.
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