Europa Press/Contacto/Sebastian Marmolejo
MADRID 29 ago. (EUROPA PRESS) -
O Estado-Maior Central (EMC) do grupo guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), liderado pelo codinome 'Ivan Mordisco', anunciou que sequestrou quatro soldados, um policial e uma pessoa, menor de idade, que foi identificada como membro de um grupo paramilitar.
Os dissidentes liderados por 'Mordisco' indicaram que os sequestros ocorreram entre o final de julho e agosto, em uma declaração publicada pela Caracol Radio, na qual eles deram os nomes de todos os reféns, exceto o menor.
Entre os reféns identificados está o soldado Luis Hernán Quiguazú, embora o exército colombiano tenha informado que seu corpo foi encontrado morto na semana passada no departamento de Huila. "Além do crime contra a humanidade do sequestro de nossos soldados, denunciamos o assassinato do soldado profissional Luis Hernán Quiguazu Quinto, que foi privado de sua liberdade enquanto estava de licença para visitar sua família, e mais tarde foi encontrado morto em uma área rural de Nátaga, Huila", confirmou ele, conforme relatado pela estação de rádio.
O grupo armado justificou o sequestro afirmando que "devido às operações militares que estão sendo realizadas contra as FARC em todo o território nacional, é compreensível que a responsabilidade por sua vida e integridade recaia exclusivamente sobre o Estado colombiano e seus representantes".
Nesse sentido, ele criticou o fato de que o presidente do país, Gustavo Petro, e o ministro da Defesa, Pedro Sánchez, "falam sobre o apoio das forças militares, mas as lançam na guerra em cooperação e articulação aberta com grupos paramilitares, fortalecendo a doutrina paramilitar e, em momentos como esse, as abandonam à própria sorte".
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