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MADRID 12 jan. (EUROPA PRESS) -
As autoridades mexicanas prenderam nesta segunda-feira o diretor de Relações Públicas e Protocolo do município de Uruapan (estado de Michoacán), Samuel García Rivero, por supostamente ter divulgado a agenda, os horários e os deslocamentos do ex-prefeito Carlos Manzo durante a celebração do Dia dos Mortos, informações que teriam facilitado o assassinato do líder local, ocorrido no último dia 1º de novembro.
O secretário de Segurança e Proteção Cidadã do México, Omar García Harfuch, afirmou que García Rivero e o taxista Josué Elogio 'N' (a letra com que as autoridades mexicanas tentam proteger a identidade dos acusados) foram detidos na quinta e na sexta-feira da semana passada, respectivamente.
“Essas pessoas vazavam informações confidenciais e localizações de Carlos Manzo e mantinham comunicação direta com o grupo criminoso responsável, facilitando o planejamento e a execução do homicídio”, destacou Harfuch em sua conta no X, onde indicou que eles já tinham “mandados de prisão por homicídio e lesões graves” em seus históricos.
Nesse contexto, o responsável pela segurança afirmou que “o compromisso do governo do México é claro: esclarecer totalmente este crime e que não haja impunidade”.
Manzo foi assassinado em 1º de novembro de 2025 durante um evento do Dia dos Mortos no centro do próprio município que governava e após receber ameaças do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), que havia oferecido um pagamento de dois milhões de pesos (cerca de 94.000 euros) pelo assassinato do prefeito, de acordo com a Procuradoria do estado.
Nas semanas que se seguiram ao homicídio, as investigações revelaram uma série de irregularidades. Entre elas, que o guarda-costas do prefeito Demetrio 'N', um dos sete policiais municipais detidos por seu envolvimento nos fatos, teria executado a sangue frio o assassino que matou o prefeito, um adolescente de 17 anos identificado como Víctor Ubaldo.
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