Publicado 07/04/2025 11:16

O diretor de 'No Other Land' critica os "padrões duplos" da UE: "A lei internacional não está nem aí".

Archivo - Arquivo - Rachel Szor, Basel Adra, Yuval Abraham e Hamdan Ballal ganham 2025 Oscars de documentário de longa-metragem
AMPAS - DPA - Arquivo

BRUXELAS 7 abr. (EUROPA PRESS) -

O ativista palestino Basel Adra, um dos diretores do documentário vencedor do Oscar 'No Other Land', criticou na segunda-feira os "padrões duplos" da UE ao lidar com a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, por um lado, e a ocupação de Israel na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, por outro, lamentando que "a lei internacional não dá a mínima".

Adra, que deu uma entrevista coletiva no Parlamento Europeu, em Bruxelas, organizada pela eurodeputada socialista Hana Jalloul, lembrou que, apesar do mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional contra o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ele conseguiu chegar à Hungria e acredita que outros países europeus também o teriam recebido porque a lei internacional "não dá a mínima".

O documentário que narra a luta do ativista palestino contra a demolição de sua comunidade em Masafer Yatta, juntamente com o jornalista israelense Yuval Abraham, será exibido na quarta-feira, 9 de abril, no Parlamento Europeu, seguido de uma discussão aberta com os diretores Basel Adra e Yuval Abraham.

Desde que retornaram do Oscar, os diretores de 'No Other Land' sofreram ataques diários e um dos cineastas, Hamdan Ballal, foi atacado por colonos e preso no vilarejo de Susiya, embora tenha sido libertado.

"Tem havido muito apoio a Hamdan, e somos muito gratos", disse o diretor, que destacou que a Academia dos EUA inicialmente se recusou a emitir uma carta de apoio, mas acabou condenando o ataque graças à pressão de artistas e celebridades de todo o mundo. "Houve apoio, e nós agradecemos, mas queremos que os ataques parem, os ataques reais", disse ele.

Adra conclamou a comunidade internacional a agir para pôr fim ao conflito no que ele descreveu como "os dias mais sombrios da causa palestina" e pediu sanções contra os colonos israelenses: "A anexação está acontecendo. Não é hora de condenar. Não é hora de palavras. Os colonos, soldados e policiais israelenses cometem crimes todos os dias. E eles devem ser impedidos pela aplicação da lei internacional".

"Para nós, como palestinos, está claro que há dois pesos e duas medidas quando se trata da Ucrânia e da Rússia. Você pode boicotar a Rússia, pode impor sanções à Rússia e ninguém se esconde. A pressão existe, mas quando se trata de Israel, os políticos europeus sempre têm desculpas e é triste ver esse padrão duplo", lamentou.

"Não estamos apelando para a Europa e os Estados Unidos por causa de um vácuo ou simplesmente para culpar as pessoas daqui", disse o cineasta e ativista, uma declaração que ele usou para destacar como o povo palestino se sente "impotente" diante do conflito.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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