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O Banco Central confirmou a manipulação do índice de inflação, um dos cavalo de batalha do presidente Milei MADRID 2 fev. (EUROPA PRESS) -
O diretor do Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (INDEC), Marco Lavagna, apresentou sua renúncia depois que o Banco Central da República Argentina (BCRA) reconheceu que, aplicando o novo modelo do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), a inflação teria sido mais alta nos últimos dois anos.
“Marco Lavagna apresentou hoje sua renúncia ao INDEC e comunicou isso dentro do Instituto”, explicou uma porta-voz do INDEC citada pela emissora Radio Mitre.
Lavagna comunicou sua renúncia oito dias antes da publicação do novo IPC, prevista para 10 de fevereiro, enquanto a Presidência argentina já indicou que, por enquanto, o atual diretor técnico do órgão, Pedro Lines, ficará no comando. O novo IPC estava pronto para ser implementado há meses, mas Lavagna teria adiado sua aplicação para evitar que afetasse as recentes eleições. Finalmente, na sexta-feira passada, o BCRA publicou seu Relatório de Política Monetária, no qual admite abertamente que a aplicação do novo IPC teria provocado um aumento nos dados de inflação devido ao aumento dos preços dos serviços públicos, aluguéis e gastos. Ele também foi criticado por minimizar os dados sobre a pobreza. Economista de formação, Lavagna assumiu a direção do INDEC em 30 de dezembro de 2019, durante o mandato do presidente Alberto Fernández, mas manteve o cargo após a chegada do presidente Javier Milei ao poder.
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