Publicado 02/09/2026 07:30

O diretor da Polícia se reúne com o chefe dos policiais responsáveis pelo relatório que aponta Marrocos como responsável pela crise

Archivo - Arquivo - O ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska (à esquerda), e o diretor-geral da Polícia, Francisco Pardo (ao centro), durante a cerimônia de posse do novo diretor-adjunto operacional (DAO) da Polícia Nacional, no Complexo Policial
Diego Radamés - Europa Press - Arquivo

MADRID, 2 set. (EUROPA PRESS) -

O diretor-geral da Polícia Nacional, Francisco Pardo, se reuniu nesta terça-feira em caráter de urgência com o chefe dos policiais que elaboraram o relatório encaminhado à Audiencia Nacional, o qual aponta policiais marroquinos por sua suposta participação na crise de Ceuta após a entrada em massa de migrantes no último dia 30 de julho.

Segundo fontes policiais informaram à Europa Press, Francisco Pardo convocou o comissário responsável pela área de Estrangeiros e Fronteiras após o pedido de informações feito pelo ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, na sequência da publicação do relatório policial do Centro Nacional de Imigração e Fronteiras (CENIF).

Nesse relatório, divulgado antecipadamente pelo jornal “El Español”, a Polícia informa à juíza da Audiencia Nacional, María Tardón, que a entrada em massa foi conduzida por gendarmes marroquinos sob as ordens de agentes à paisana com um objetivo diferente do migratório, provocando o colapso da fronteira. Até o momento, o governo havia isentado o país vizinho de qualquer responsabilidade pela crise.

Na sequência da publicação do relatório na imprensa, o ministro Marlaska enviou uma carta a Pardo exigindo “ser informado sobre a veracidade” do relatório do CENIF, a unidade de inteligência subordinada à Comissaria Geral de Estrangeiros e Fronteiras.

Caso o relatório seja verdadeiro, o ministro do Interior solicitou, por meio de ofício, que o diretor-geral da Polícia esclarecesse “desde quando a Polícia Nacional dispunha dessa investigação”.

Nesse sentido, Marlaska considerava que é “essencial” saber isso para que o Governo possa adotar as “decisões oportunas em relação à crise migratória de Ceuta, no exercício de suas funções constitucionais de direção da política interna e externa e de defesa do Estado”, conforme informou o Ministério do Interior.

Além disso, Marlaska lembrou ao diretor-geral da Polícia que, uma vez declarada pelo Governo, em 25 de agosto passado, a situação de interesse para a segurança nacional, “uma informação como essa deveria ter sido imediatamente colocada à disposição dos membros do Conselho de Segurança Nacional”, do “comando único” liderado pelo ministro da Política Territorial, Ángel Víctor Torres, e dos demais órgãos com competências nessa área.

Tanto o presidente do Governo, Pedro Sánchez, quanto o próprio ministro do Interior, isentaram Marrocos da crise em Ceuta, que relacionaram a boatos nas redes sociais após a decisão do Supremo Tribunal que impede o retorno de migrantes que chegam à Espanha a nado, bem como a máfias e ao papel nos bastidores da Rússia e de Israel.

Eles também afirmaram que nem o CNI nem qualquer outro serviço de inteligência das forças e órgãos de segurança do Estado alertaram sobre a entrada em massa em Ceuta ocorrida no final de julho, já que o que receberam foram relatórios de situação, como nos anos anteriores.

Vale lembrar que a juíza da Audiencia Nacional, María Tardón, solicitou, no último dia 3 de agosto, à Comissária Geral de Estrangeiros e Fronteiras da Polícia Nacional um relatório para determinar se a crise em Ceuta resultou de uma ação coordenada por um grupo criminoso.

A magistrada também fez o mesmo com o Serviço de Informação da Guarda Civil para saber se este havia sido alertado sobre a entrada em massa nos dias anteriores.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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