Rafael Martín - Europa Press - Arquivo
MADRID 2 set. (EUROPA PRESS) -
O Ministério do Interior informou nesta quarta-feira que o diretor-geral da Polícia Nacional, Francisco Pardo, comunicou ao ministro Fernando Grande-Marlaska que “não existe nenhum relatório policial que atribua às forças de segurança marroquinas o planejamento ou a execução dos acontecimentos ocorridos nos dias 30 e 31 de julho em Ceuta”.
Além disso, reduziu a um “alerta de risco frequente” o aviso do Centro Nacional de Imigração e Fronteiras (CENIF) de 29 de julho, uma vez que “não incluía qualquer alusão a uma possível entrada em massa no dia seguinte”.
Conforme informado pelo Ministério do Interior em um comunicado, a juíza da Audiencia Nacional, María Tardón, autorizou nesta quarta-feira a equipe de investigação a conceder acesso a seus superiores ao referido relatório, até então secreto.
O Ministério do Interior destacou que, após a solicitação de relatórios sobre o assunto às diretorias-gerais de Informação e de Estrangeiros e Fronteiras, o diretor-geral da Polícia comunicou ao ministro do Interior que “não existe nenhum relatório policial que atribua às Forças de Segurança marroquinas o planejamento ou a execução dos acontecimentos ocorridos nos dias 30 e 31 de julho em Ceuta”.
A informação foi obtida pelo diretor da Polícia em resposta ao pedido de esclarecimento formulado nesta manhã pelo ministro sobre um “suposto relatório policial” — afirmou o Ministério do Interior — que atribui às Forças de Segurança marroquinas a responsabilidade pelo ocorrido em Ceuta, em alusão ao relatório do Centro Nacional de Imigração e Fronteiras (CENIF).
Francisco Pardo também explicou ao ministro do Interior que a juíza da Audência Nacional responsável pelo processo penal deu ordens aos investigadores para que não fornecessem aos seus superiores “nenhuma informação” sobre a elaboração e o conteúdo do referido relatório, razão pela qual o diretor-geral da Polícia não teve conhecimento prévio do mesmo.
Quanto ao aviso que o CENIF enviou em 29 de julho aos postos de fronteira, o diretor-geral da Polícia explicou que se tratava de um “alerta de risco frequente que não incluía qualquer menção a uma possível entrada em massa no dia seguinte”.
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