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MADRID, 2 jun. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, se reuniu nesta terça-feira com o ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Abdullah bin Zayed, após o que visitou a usina nuclear de Barakah, em Abu Dhabi, alvo de um ataque com drones em meados de maio.
Ambos abordaram os efeitos dos ataques contra instalações e alvos civis nos Emirados, descritos por Abu Dhabi como “ataques terroristas não provocados pelo Irã”, além de “seu impacto na segurança marítima internacional, no abastecimento energético e na economia mundial”, indicou o ministro das Relações Exteriores dos Emirados nas redes sociais.
Além disso, entre as questões tratadas durante o encontro estão os ataques lançados a partir do território iraquiano e o ataque à usina nuclear de Barakah, “que atingiu um gerador elétrico localizado fora do perímetro interno da usina”, embora não tenha causado vítimas.
Além disso, Grossi e Bin Zayed examinaram “a sólida cooperação que, há décadas, mantêm os Emirados Árabes Unidos e a AIEA” com o objetivo de estudar novas formas de “reforçar ainda mais” essa colaboração.
Nas imediações da usina, o diretor da AIEA manifestou seu “apoio aos profissionais” da usina atacada e garantiu que a agência “continuará apoiando a segurança nuclear nos Emirados Árabes Unidos e em toda a região”.
Ele fez essa declaração em um vídeo divulgado em suas redes sociais, no qual agradeceu às autoridades competentes do país por sua “profissionalidade e rápida atuação”, que permitiram controlar a situação no último dia 17 de maio, quando a usina de Barakah sofreu um ataque com drones.
Isso, indicou ele, “deu mais uma vez a entender por que as instalações nucleares nunca devem ser alvo de ataques e por que estes são totalmente inaceitáveis”.
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