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MADRID 30 abr. (EUROPA PRESS) -
O secretário-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, afirmou nesta quinta-feira que o acordo nuclear assinado em 2015 entre o Irã e o grupo formado pelos Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha (conhecido como P5+1) “não pode constituir uma base” para um novo acordo, alegando que o programa nuclear iraniano evoluiu demais e que é necessário “algo diferente”.
Foi o que declarou o dirigente argentino durante uma coletiva de imprensa na sede da ONU, realizada no âmbito da última revisão internacional do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).
Dessa forma, o chefe da AIEA rejeitou que qualquer possível acordo com Teerã possa ter como ponto de partida o chamado Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês), acordado pelo grupo P5+1 e Teerã, e do qual os Estados Unidos se retiraram após o início do primeiro mandato do atual ocupante da Casa Branca, Donald Trump.
“Temos que buscar algo diferente”, alegou Grossi, que sustentou que o programa nuclear iraniano evoluiu demais nos quase onze anos decorridos desde a assinatura do JCPOA.
Por outro lado, questionado sobre o urânio enriquecido iraniano que poderia estar enterrado sob os escombros após a ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, o secretário-geral lembrou que a AIEA inspecionou material nuclear altamente enriquecido até junho de 2025, afirmou, e que as equipes lacraram cerca de 440 quilos de urânio durante sua última visita.
“Devemos verificar se isso se mantém”, sublinhou, acrescentando ainda que, até que os inspetores possam retornar, a agência “não pode confirmar que essa seja a situação”.
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