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MADRID, 18 jul. (EUROPA PRESS) -
O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou nesta quinta-feira que, a partir de agora, a diplomacia norte-americana não fará comentários sobre processos eleitorais estrangeiros e suas circunstâncias, exceto "quando houver um interesse claro e convincente" para Washington.
"O Departamento só comentará publicamente sobre eleições quando houver um interesse claro e convincente da política externa dos EUA em fazê-lo", diz o documento, que indica que, se uma delegação diplomática acreditar que existe tal motivo, ela "deve primeiro buscar orientação (...) antes de preparar qualquer declaração desse tipo".
Mais especificamente, a circular, descrita como "sensível, mas não classificada" e transmitida pela Fox News, detalha que "as mensagens devem evitar comentários sobre a imparcialidade ou integridade de um processo eleitoral, sua legitimidade ou os valores democráticos do país em questão".
Mesmo quando for "apropriado" comentar sobre um processo eleitoral, a "mensagem deve ser breve, concentrar-se em parabenizar o candidato vencedor e, quando apropriado, observar interesses comuns de política externa", diz o documento.
Nesse sentido, o Departamento se referiu ao discurso do presidente Donald Trump na Arábia Saudita em 13 de maio, no qual ele elogiou o progresso de "países soberanos que buscam suas próprias visões e traçam seus próprios destinos à sua maneira".
"Embora os Estados Unidos permaneçam firmes em seus próprios valores democráticos e celebrem esses valores quando outros países escolherem um caminho semelhante, o presidente deixou claro que os Estados Unidos buscarão parcerias com países onde quer que nossos interesses estratégicos coincidam", especificou o portfólio liderado pelo Secretário de Estado Marco Rubio.
INCENTIVA A EQUIPE A PERGUNTAR: "O PRESIDENTE DIRIA ISSO?"
De fato, o departamento pediu a todos os envolvidos na elaboração de tais publicações que se perguntem, depois de redigir as mensagens eleitorais preliminares: "Será que o presidente diria isso?"
Esse é um dos conselhos em um título que pede aos profissionais do serviço diplomático que "usem as mensagens eleitorais para promover um objetivo de política externa dos EUA; não as usem para promover uma ideologia". Além disso, o texto pede que eles "não usem eufemismos em uma tentativa de contornar essa diretriz".
Assim, as delegações diplomáticas dos EUA no exterior - por exemplo, embaixadas - devem buscar orientação dos altos funcionários do Departamento se "desejarem emitir declarações denunciando o processo ou o resultado de uma eleição", explica o texto, citando casos como "violência eleitoral ou eleições fraudulentas". Entretanto, a circular observa que "tais mensagens serão raras".
Além disso, eles só estarão "livres para amplificar mensagens provenientes de contas oficiais da Casa Branca ou das contas principais do Departamento", mas terão que obter autorização para compartilhar quaisquer outras mensagens relacionadas.
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