Publicado 27/01/2026 02:09

Diosdado Cabello eleva para mais de 800 o número de libertações na Venezuela e critica as "mal chamadas" ONGs

CARACAS, 14 de janeiro de 2026 — O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, participa de uma coletiva de imprensa em Caracas, Venezuela, em 14 de janeiro de 2026.
Europa Press/Contacto/Ding Hongfa

MADRID 27 jan. (EUROPA PRESS) - O ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, anunciou nesta segunda-feira que mais de 800 pessoas foram libertadas desde meados de dezembro passado e voltou a criticar o que classificou como “mal chamadas ONGs”, às quais acusa de usar dados não confiáveis em seus balanços de presos libertados.

“Até hoje, foram 808 libertações”, afirmou antes de criticar as ONGs, garantindo que “elas estão enlouquecidas” porque “cobram” dos familiares dos detidos e estes “não quiseram pagar”. “São mafiosos, extorsionários, não nos reunimos com nenhuma ONG para isso”, declarou durante uma coletiva de imprensa.

Assim, defendeu que a decisão das libertações “não é nova, é de dezembro (de 2025)”. “Apostamos que (os presos) vão trabalhar, não que continuem (...) matando pessoas, queimando pessoas vivas ou promovendo a intolerância e essas coisas”, afirmou.

Cabello defendeu o Executivo diante das críticas de ONGs e da oposição pelo ritmo das libertações, alegando que “até mesmo solicitará ao Alto Comissariado de Direitos Humanos que verifique a lista de libertações”, em alusão a Volker Türk, apesar de Caracas tê-lo declarado persona non grata em julho do ano passado, em resposta a um relatório no qual este representante da ONU advertia duramente sobre a situação dos direitos humanos no país latino-americano. “Aqui há pessoas que cometeram crimes e estão sendo revistas. Não temos nada a esconder, nada, absolutamente nada. Foi o que disse a presidente interina (Delcy Rodríguez): que venha o Alto Comissário, pois não temos nada a esconder, pelo contrário”, reiterou. O também líder do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) declarou que “vamos continuar avançando”, ao mesmo tempo em que afirmou que, “aconteça o que acontecer, em qualquer circunstância, nós venceremos”.

Este novo balanço chega poucas horas depois de o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, ter insistido que são mais de 600 as pessoas libertadas no âmbito do processo de libertações anunciado pelas autoridades venezuelanas, “incluindo as 200 de 24 e 31 de dezembro”, segundo declarou à emissora colombiana Caracol Radio.

Quando questionado sobre os números das ONGs, como o Foro Penal, que informou 266 libertações desde 8 de janeiro, Saab argumentou que “os números que eles manejam são erráticos”. “Muitas vezes eles confundem e fazem coisas que não são pertinentes”, argumentou.

As libertações, anunciadas após a captura pelo Estado-Unido do presidente do país, Nicolás Maduro, no último dia 3 de janeiro, e a posterior posse de sua então "número dois", Delcy Rodríguez, levaram o inquilino da Casa Branca, Donald Trump, a expressar nesta segunda-feira seu agradecimento a Caracas por um "poderoso gesto humanitário".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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