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MADRID 8 fev. (EUROPA PRESS) - O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, afirmou que deixaram claras suas linhas vermelhas nas negociações com os Estados Unidos sobre o território da Groenlândia e sugeriu que o fato de as conversações continuarem aponta para a possibilidade de se chegar a um acordo que respeite sua integridade territorial.
“Considero isso um sinal de que deve ser possível encontrar uma solução que respeite nossas linhas vermelhas”, declarou o ministro dinamarquês na capital da Groenlândia, Nuuk, em uma coletiva de imprensa acompanhado por seus homólogos canadense e da própria ilha, em declarações transmitidas pela televisão pública dinamarquesa DR.
No entanto, ele não pôde confirmar que esse será o resultado final, pois “ainda não superamos a crise nem temos uma solução”, embora tenha sustentado que o avanço das negociações coloca um possível acordo em “uma situação muito melhor do que há algumas semanas”.
Por sua vez, a ministra das Relações Exteriores da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, admitiu que ainda não chegaram ao ponto esperado. “Ainda há um longo caminho a percorrer e é muito cedo para dizer onde vamos chegar”, afirmou. Motzfeldt pediu tranquilidade para que o grupo de negociação possa continuar avançando em direção a um futuro acordo tripartite, conversas que “mal começaram”. CANADÁ INAUGURA SEU CONSULADO
A delegação canadense, liderada pela ministra das Relações Exteriores, Anita Anand, deu o pontapé inicial para o novo consulado do Canadá no território, da mesma forma que já havia anunciado a França, demonstrando o apoio desses países à Groenlândia diante das pressões dos Estados Unidos.
Anand indicou que o trabalho desenvolvido pelo escritório consular se concentrará nas infraestruturas, no fortalecimento dos laços econômicos e na segurança e defesa do Ártico.
Em janeiro passado, após repetidas ameaças de anexar a ilha, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que havia estabelecido, juntamente com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, o “quadro para um futuro acordo” em relação à Groenlândia e anunciou a retirada das tarifas anunciadas para vários países europeus.
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