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MADRID 5 mar. (EUROPA PRESS) -
O ministro dinamarquês das Relações Exteriores, Lars Lokke Rasmussen, minimizou nesta quarta-feira a importância das palavras proferidas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, perante o Congresso norte-americano e defendeu que o magnata nova-iorquino disse que "respeita o direito à autodeterminação" da ilha em sua tentativa de conseguir a anexação do território.
"Quero chamar a atenção para o fato de que ele disse que respeita o direito do povo da Groenlândia de decidir seu futuro", disse ele durante uma coletiva de imprensa da Finlândia, onde está em visita oficial.
Ele disse que essa é a "parte mais relevante" do discurso de Trump, que garantiu que Washington acabará assumindo o controle da Groenlândia "de uma forma ou de outra", enquanto assegura aos cidadãos da ilha que, caso decidam fazê-lo, "eles serão bem-vindos como parte dos Estados Unidos".
Nesse sentido, ele garantiu que a Dinamarca tem "interesses comuns" com os Estados Unidos em relação à segurança no Ártico. "Estou otimista com relação às eleições na Groenlândia. Eles querem reduzir as relações com a Dinamarca e estamos trabalhando para isso", disse ele, de acordo com a DR.
"Não existe soberania completa, e se alguém acredita que a Groenlândia pode ser absolutamente independente, um país soberano sem nenhuma aliança, deve pensar novamente", disse ele, enfatizando que pode haver "outras alternativas".
No início de janeiro, antes de tomar posse, Trump colocou sobre a mesa a possibilidade de usar medidas de "pressão militar ou econômica" para assumir o controle de áreas estratégicas como a Groenlândia ou o Canal do Panamá. Nesse sentido, com o objetivo de até mesmo "comprar" a ilha, ele enfatizou a importância estratégica do território, que ele garante que acabará sob o controle dos EUA.
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