Publicado 11/02/2026 12:54

A Dinamarca comemora o lançamento do “Sentinela do Ártico” e define como “prioridade” contribuir para a missão.

Archivo - Arquivo - 30 de junho de 2025, Dinamarca, Copenhague: O ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, fala durante uma coletiva de imprensa com o ministro da Defesa alemão após sua reunião em Copenhague. Foto: Tobias Schwarz/AFP POOL/dpa
Tobias Schwarz/AFP POOL/dpa - Arquivo

BRUXELAS 11 fev. (EUROPA PRESS) - O ministro da Defesa da Dinamarca, Troels Lund Poulsen, comemorou nesta quarta-feira o lançamento da operação “Sentinela do Ártico” da OTAN, acordada pelo secretário-geral aliado, Mark Rutte, e pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerando-a uma “decisão muito boa” que responde a uma reivindicação sustentada por Copenhague para reforçar a presença aliada na região, pelo que apontou como “prioridade” participar na missão. “Estou muito feliz que isso esteja acontecendo agora. Temos que assumir esse papel no Ártico. Acho que é uma decisão muito boa, que agora se concretizará”, afirmou ao chegar à reunião dos ministros da Defesa dos 27, que ocorre nesta quarta-feira em Bruxelas, onde também defendeu que a Dinamarca há tempo defendia “uma maior presença da Aliança no Ártico e no Alto Norte”.

O ministro dinamarquês enfatizou o apoio unânime dentro da organização, ressaltando que a iniciativa conta com o apoio total dos aliados. “É um sinal muito positivo de que contamos com o apoio total da OTAN”, disse ele, acrescentando que o passo dado constitui “uma boa mensagem” para todos os europeus.

Quanto ao papel concreto da Dinamarca, deixou claro que a sua contribuição para a missão é “uma prioridade”, embora tenha considerado que “ainda é muito cedo para dar detalhes concretos”, apontando para conversas com outros aliados sobre possíveis contribuições, como meios de patrulha marítima. “Agora o plano está em andamento. Minha expectativa é que veremos um plano para 2026 e além, mostrando uma maior presença sob a égide da OTAN. E isso é realmente positivo, especialmente na situação em que nos encontramos", acrescentou. UNIR MISSÕES JÁ EXISTENTES

A operação “Sentinela do Ártico” foi anunciada nesta quarta-feira pela OTAN como resultado do acordo alcançado entre o secretário-geral aliado, Mark Rutte, e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após a crise diplomática desencadeada pelas pretensões da Casa Branca sobre a Groenlândia, com o objetivo de reforçar de forma coordenada a presença militar aliada numa região cada vez mais estratégica devido à sua localização e à crescente concorrência geopolítica. O Comando Aliado de Operações (ACO) será responsável pelo planeamento e execução das atividades na zona, enquanto a direção operacional caberá ao Comando Conjunto de Força de Norfolk (JFC Norfolk), cuja área de responsabilidade abrange todo o Ártico e o Polo Norte e que coordenará suas ações com o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD) e os comandos Norte e Europeu dos Estados Unidos.

Na prática, a missão integrará e dará coerência às manobras já existentes dos países aliados, como o exercício norueguês “Cold Response” ou a missão dinamarquesa “Resistência Ártica”, com o objetivo de reunir sob uma abordagem comum todas as atividades no Alto Norte e reforçar a postura da Aliança face à atividade militar da Rússia e ao crescente interesse econômico da China na região.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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