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Frederiksen reitera que “apenas a Dinamarca e a Groenlândia podem tomar decisões sobre assuntos que dizem respeito à Dinamarca e à Groenlândia” MADRID 22 jan. (EUROPA PRESS) -
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, reiterou nesta quinta-feira que Copenhague “não pode negociar sua soberania” em relação às exigências do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a anexação da Groenlândia, e aplaudiu o fato de que “isso não tenha sido o caso” durante a reunião realizada na quarta-feira entre o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, e o inquilino da Casa Branca, que afirmou ter sido estabelecido o “quadro para um futuro acordo” em relação à ilha pretendida. “A OTAN está plenamente ciente da posição da Dinamarca. Podemos negociar sobre todos os temas políticos, de segurança, de investimentos e de economia, mas não podemos negociar sobre nossa soberania”, afirmou Frederiksen. “Fui informada de que não foi esse o caso (durante a reunião entre Rutte e Trump)”, afirmou, antes de insistir que “apenas a Dinamarca e a Groenlândia podem tomar decisões sobre assuntos que dizem respeito à Dinamarca e à Groenlândia”.
Assim, ela ressaltou que “a Dinamarca deseja continuar participando de um diálogo construtivo com os aliados sobre como é possível reforçar a segurança no Ártico, incluindo a ‘Cúpula Dourada’ dos Estados Unidos, desde que isso seja feito com respeito à integridade territorial” do país europeu, de acordo com um comunicado publicado por seu gabinete.
Frederiksen destacou que o governo dinamarquês “coordena seus esforços” com as autoridades da Groenlândia durante todo esse processo e acrescentou que Copenhague mantém “um diálogo estreito” com a OTAN, incluindo conversas com Rutte, “também antes e depois de sua reunião com Trump” na cidade suíça de Davos, que sedia atualmente o Fórum Econômico Mundial.
“A segurança no Ártico é uma questão que diz respeito a toda a aliança da OTAN. Portanto, é positivo e natural que também seja discutida entre o secretário-geral da OTAN e o presidente dos Estados Unidos”, afirmou, ao mesmo tempo em que reiterou que “a Dinamarca vem trabalhando há muito tempo para que a OTAN aumente seu compromisso no Ártico”.
O comunicado foi publicado pouco depois de Rutte garantir que a soberania dinamarquesa sobre a Groenlândia “não foi abordada” durante seu encontro com Trump. “Esse assunto não foi levantado nas minhas conversas com o presidente”, afirmou ele em entrevista concedida à rede de televisão americana Fox News.
Por sua vez, Trump afirmou em uma mensagem nas redes sociais que, com base nesse “entendimento” alcançado com Rutte, não imporá as tarifas anunciadas para vários países europeus, cuja entrada em vigor estava prevista para 1º de fevereiro. Além disso, indicou que “estão sendo realizadas conversas adicionais sobre a ‘Cúpula Dourada’ em relação à Groenlândia”.
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