Publicado 27/05/2026 07:06

A Dieta do Japão aprova uma lei para centralizar as atividades de inteligência, apesar das críticas da oposição

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo do Parlamento do Japão.
Rodrigo Reyes Marin/ZUMA Wire/dp / DPA - Arquivo

A primeira-ministra defende a medida e garante que elaborará um “plano de ação” para proteger os cidadãos

MADRID, 27 maio (EUROPA PRESS) -

O Parlamento do Japão aprovou nesta quarta-feira uma lei para criar uma agência nacional de inteligência centralizada que reunirá os trabalhos e operações dos diferentes órgãos de investigação existentes, o que representa uma mudança histórica que tem sido criticada pela oposição.

Assim, esse novo órgão terá como objetivo reunir os serviços das agências já existentes para reformular o sistema e formar um órgão mais autônomo e centralizado, conforme prometido pela primeira-ministra do país, Sanae Takaichi, durante a campanha eleitoral, segundo informações do jornal “The Asahi Shimbun”.

Até agora, o país contava com o Gabinete de Inteligência e Investigação do Gabinete (Naicho) — que funciona principalmente como um centro de análise de informações —, a Agência de Inteligência de Segurança Pública — que depende do Ministério da Justiça — e a Inteligência — encarregada de coletar informações de caráter militar.

Essa nova lei representa um primeiro passo nos planos para reforçar as capacidades de inteligência do Japão, o que gerou preocupação quanto ao futuro das liberdades e dos direitos civis, embora a criação desse conselho nacional seja fundamental na agenda do governo, que se comprometeu a fortalecer as capacidades de contra-espionagem como parte da resposta às mudanças geopolíticas mundiais e às crescentes ameaças na região.

Essa medida, que foi aprovada graças ao apoio de alguns partidos da oposição na Câmara Alta, onde a coalizão governamental não detém maioria, representa um passo importante, à medida que Takaichi aposta em levar adiante, além disso, um sistema para registrar supostos agentes de governos estrangeiros que realizam atividades de espionagem. A primeira-ministra afirmou que o país também precisa de uma agência de inteligência externa.

CRÍTICAS DA OPOSIÇÃO

No entanto, a nova lei carece de disposições para que o Parlamento supervisione as atividades de inteligência em questão, o que deixa sem solução as questões relativas ao monitoramento, um assunto que despertou grande preocupação entre as principais forças da oposição.

Na quarta-feira, a Câmara Alta aprovou a legislação com o apoio do Partido Liberal Democrático (PLDJ), do governo, de seu parceiro minoritário, o Partido da Inovação do Japão (PJI), bem como de alguns partidos da oposição, entre eles o Partido Democrático para o Povo (PDPJ), o Komeito e o Sanseito.

O colíder do PJI, Fumitake Fujita, afirmou que a lei é “a primeira e mais importante para fortalecer as funções de inteligência”. No entanto, o Partido Democrático Constitucional do Japão se mostrou contrário a essa medida, temendo que as atividades de inteligência sejam “politizadas” e que ocorram “violações injustas” devido à falta de protocolos de controle e atuação.

Sobre o assunto, Takaichi garantiu que planeja elaborar um plano de ação de médio e longo prazo para as atividades de inteligência e afirmou que tem a intenção de “discutir medidas específicas para evitar infringir desnecessariamente as informações pessoais e a privacidade” dos cidadãos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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