Gustavo Valiente - Europa Press
MADRID, 25 abr. (EUROPA PRESS) -
A segunda vice-presidente, Yolanda Díaz, defendeu a legalidade da rescisão unilateral do contrato de compra de munição de uma empresa israelense e declarou que o ministro do Interior, Fernando Grande Marlaska, deve continuar em seu cargo após a retificação.
"Acredito que um ministro, quando retificamos, ganhamos", disse ela em declarações à RNE, relatadas pela Europa Press, para afirmar que é a favor de corrigir quando alguém comete um erro e que também teve que retificar uma regra na pandemia, pela qual também recebeu um "drible" de Moncloa.
Quando perguntada se Marlaska deveria renunciar, Díaz rejeitou essa opção e acrescentou que, embora na Espanha exista pouca cultura política a esse respeito, ela acredita que a retificação de erros faz com que os funcionários sejam melhores.
"Acredito que se você aparece e dá explicações, isso o enobrece. Digo isso honestamente", disse ela, deixando claro que essa controvérsia está encerrada, já que o governo fez o que tinha de fazer, ou seja, anular o contrato.
Assim, ele comentou que entrou pessoalmente em negociações com o Presidente do Governo, Pedro Sánchez, e com o próprio Ministro do Interior, com quem tem um relacionamento "magnífico", embora tenham tido essa discrepância, pois Marlaska sustentou que o contrato não poderia ser quebrado, mas Sumar lhe deu razões legais para revertê-lo.
Enquanto isso, e sobre quem prevaleceu no confronto entre Sumar e o PSOE em relação a essa questão, Díaz se recusou a falar em termos de vitória ou derrota, já que esse não é seu estilo e é uma visão masculina da política.
ELA ACREDITA QUE A ESPANHA NÃO CORRE RISCO AO REMOVER O CONTRATO
Por outro lado, a vice-presidente e ministra do Trabalho afirmou que a Espanha não pode comercializar armas com Israel, que está cometendo genocídio em Gaza, e que o cancelamento do contrato de compra de balas de uma empresa hebraica garante o cumprimento da lei internacional.
Nesse sentido, comentou que em qualquer relação contratual existem causas de nulidade e que existe legislação que permite o cancelamento do contrato adjudicado pelo Ministério do Interior. A esse respeito, ela disse que a empresa afetada certamente litigará e que caberá aos juristas avaliar se haverá ou não penalidades, embora ela acredite que esse cancelamento esteja respaldado pela lei.
"É completamente legal cancelá-lo (....). Não estamos correndo nenhum risco e muito menos qualquer ação incorreta", insistiu Díaz, que também defendeu a necessidade de promover uma lei sobre o embargo da venda de armas no Congresso.
Com relação às críticas de Feijóo ao Executivo por reverter essa compra de munição, além da queixa que o PP apresentará ao Tribunal de Contas, o vice-presidente respondeu ao líder da oposição que ele deveria olhar para sua "estadia" na Xunta de Galicia, onde tem um longo histórico de rescisão de contratos, alguns deles genéricos.
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