Publicado 06/05/2026 22:44

Díaz-Canel critica o fato de os EUA negarem o bloqueio petrolífero imposto a Cuba

Archivo - Arquivo - RÚSSIA, REGIÃO DE MOSCOU - 7 DE MAIO DE 2025: O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, observa durante uma reunião com o vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia e líder do Partido Rússia Unida, Dmitry Medvedev, na r
Europa Press/Contacto/Yekaterina Shtukina

MADRID 7 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, criticou nesta quarta-feira o fato de o governo dos Estados Unidos ter defendido que “não aplica um bloqueio energético” contra a ilha caribenha, logo após o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, ter afirmado em entrevista coletiva que “não há um bloqueio petrolífero contra Cuba propriamente dito”.

“É surpreendente que um alto funcionário do governo dos Estados Unidos declare publicamente que seu governo não aplica um bloqueio energético contra Cuba, sem conhecer o disposto na Ordem Executiva de seu próprio presidente, de 29 de janeiro passado”, afirmou o chefe do Executivo da ilha em uma mensagem nas redes sociais, na qual fez uma alusão velada às declarações, na véspera, do alto funcionário norte-americano.

Em seguida, depois de demonstrar ironicamente seu espanto pelo fato de que tal funcionário “não tenha ouvido seu presidente e a porta-voz da Casa Branca se referirem ao (referido) tema”, Díaz-Canel criticou as palavras do secretário de Estado norte-americano, nas quais defendia que o “problema” de Cuba é que “seu modelo econômico não funciona” e que “um comunista incompetente dirige o país”.

A tais declarações, o líder cubano respondeu manifestando “surpresa” pelo fato de Rubio “culpar a suposta incompetência dos cubanos pelas dificuldades que a economia enfrenta, que o próprio governo norte-americano se propôs e se propõe hoje a destruir, investindo recursos consideráveis e capital político para alcançar esse objetivo”.

Foi no início deste ano que Washington impôs novas sanções a Havana, ameaçando com tarifas os países que enviassem combustível para a ilha, o que levou o México, por exemplo, a cortar o fornecimento, após a escassez decorrente do bloqueio do petróleo venezuelano, hoje administrado pelos Estados Unidos.

Sobre isso, o próprio chefe da diplomacia norte-americana se referiu ontem, apontando então que “Cuba costumava receber petróleo de graça da Venezuela”, do qual “60%” era “revendido para lucrar” e “nem sequer beneficiava o povo”.

“Os venezuelanos decidiram que não vamos mais dar petróleo de graça a eles. Vocês podem imaginar como estão os preços do petróleo hoje em dia; ninguém dá petróleo de graça, muito menos a um regime falido”, retrucou Rubio.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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