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MADRID 8 mar. (EUROPA PRESS) - O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, criticou a cúpula “reacionária e neocolonial” realizada neste sábado em um hotel do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Doral, Miami, que reuniu líderes de direita latino-americanos.
“A pequena cúpula reacionária e neocolonial da Flórida, convocada pelos Estados Unidos com a participação de governos de direita da região, compromete estes a aceitar o uso letal da força militar americana para resolver problemas internos, a ordem e a tranquilidade de seus países”, lamentou o mandatário cubano em referência ao anúncio da criação da aliança militar Escudo das Américas.
Díaz-Canel considera que esta postura constitui um “ataque” à Proclamação da América Latina e do Caribe como Zona de Paz, “um ataque às aspirações de integração regional e uma manifestação da disposição de se subordinar aos interesses do poderoso vizinho do norte sob os preceitos da Doutrina Monroe”.
Os líderes americanos reunidos em Doral apresentaram esta nova aliança formada por 17 países do continente americano e que terá como principal objetivo os cartéis do narcotráfico. “O cerne do nosso acordo é o compromisso de utilizar força militar letal para destruir de uma vez por todas as redes dos sinistros terroristas dos cartéis”, afirmou. Para isso, usarão “armas impressionantes” e deu como exemplo a incursão militar de 3 de janeiro, na qual o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi capturado em Caracas.
Entre os participantes estavam o presidente de El Salvador, Nayib Bukele; o do Equador, Daniel Noboa; o da Bolívia, Rodrigo Paz; e o da Argentina, Javier Milei. Durante o evento, Trump revelou que ele e seu secretário de Estado, Marco Rubio, estão pessoalmente envolvidos nas negociações com Cuba.
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