Publicado 02/07/2026 06:22

Díaz-Canel afirma que Cuba se prepara para uma agressão dos EUA: “Que não haja surpresa nem derrota”

Archivo - Arquivo - BIELORRÚSSIA, MINSK - 27 DE JUNHO DE 2025: Miguel Diaz-Canel Bermude, presidente de Cuba, participa de uma reunião ampliada do Conselho Econômico Supremo da Eurásia no Palácio da Independência
Europa Press/Contacto/Sergei Bobylev - Arquivo

MADRID 2 jul. (EUROPA PRESS) -

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quinta-feira que Cuba está se preparando para uma agressão dos Estados Unidos, de modo que “não haja surpresa nem derrota”, ressaltando que Cuba é “um país de paz” que não tem medo de uma guerra com Washington.

“Cuba não é uma nação em disputa, não somos uma colônia e não vamos renunciar à nossa soberania nem à nossa independência”, afirmou ele em entrevista à emissora britânica Sky News, na qual denunciou uma “estratégia de desinformação na mídia e guerra psicológica” contra a ilha.

Segundo ele, “as ameaças e a retórica” sobre uma agressão militar visam espalhar o medo entre a população cubana e desestabilizar a ilha. “Elas constituem uma ofensa à dignidade do nosso povo”, repreendeu.

Nesse sentido, Díaz-Canel mostrou-se firme ao afirmar que Havana está se preparando para um conflito militar. “Não queremos a guerra, mas também não a tememos. O que estamos fazendo é nos preparar para que não haja surpresas nem derrotas”.

Dessa forma, ele denunciou a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirma estar disposto a tomar decisões sobre Cuba que seus antecessores na Casa Branca não tomaram. Diante disso, o líder cubano alertou que o país está disposto a lutar “até a última gota de sangue” para defender “os direitos, a independência, a soberania e as conquistas” de Cuba.

Nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos mencionou que, após “muitas décadas”, Havana “está se aproximando” de Washington, embora tenha evitado dar mais detalhes a respeito no âmbito dos contatos com a ilha para introduzir mudanças em seu modelo econômico.

Há apenas um mês, os Estados Unidos impuseram um novo pacote de sanções contra Díaz-Canel e outras figuras do sistema cubano, como seu antecessor, Raúl Castro, no contexto das pressões de Washington contra as autoridades cubanas e do bloqueio ao país caribenho.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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