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MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, lamentou nesta terça-feira as ameaças que os Estados Unidos lançam “publicamente” e “quase diariamente” contra o governo da ilha para “derrubar à força a ordem constitucional” desse país caribenho que, lembrou o mandatário, sofre o peso de um bloqueio que se prolonga há mais de seis décadas, ao mesmo tempo em que garantiu que o povo cubano resistirá.
“Os Estados Unidos ameaçam publicamente Cuba, quase diariamente, com a derrubada à força da ordem constitucional. E usam um pretexto indignante: as duras limitações da economia enfraquecida que eles agrediram e tentaram isolar há mais de seis décadas”, destacou o líder cubano através de suas redes sociais.
Nesse sentido, Díaz-Canel criticou que “eles pretendem e anunciam planos para se apropriar do país, de seus recursos, das propriedades e até mesmo da própria economia que buscam asfixiar para nos fazer render”, e considerou que “só assim se explica” a “feroz guerra econômica que é aplicada como punição coletiva contra todo o povo” de Cuba.
Por tudo isso, o presidente e também primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista de Cuba advertiu que, mesmo “no pior cenário”, “qualquer agressor externo se deparará com uma resistência inexpugnável” por parte da ilha.
Suas palavras chegam poucas horas depois de o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, ter insistido que Cuba precisa fazer “mudanças drásticas” em sua política econômica, após Havana anunciar que está preparada para estabelecer uma relação comercial “fluida” com empresas americanas.
“O que anunciaram ontem não é suficientemente drástico. Isso não vai resolver o problema”, afirmou Rubio em declarações à imprensa no Salão Oval, ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Nesse sentido, o próprio morador da Casa Branca apresentou-se na véspera perante a mídia e o mundo como o homem que terá “a honra” de “tomar ou libertar Cuba”, no âmbito de sua intenção de forçar um acordo com as autoridades de Havana ou, caso contrário, executar uma intervenção mais direta naquela nação que ele classificou como “Estado falido”. O magnata republicano também afirmou no domingo estar “em contato” com Cuba, acrescentando que a ilha “deseja chegar a um acordo”, embora tenha precisado que, antes disso, os Estados Unidos pretendem “cuidar do Irã”.
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