Publicado 20/05/2026 15:34

Díaz-Canel acusa os EUA de mentir para “justificar” uma agressão a Cuba após a acusação do ex-presidente Castro

Archivo - Arquivo - HAVANA, 22 de dezembro de 2017  O presidente cubano Raúl Castro (à esquerda) e o primeiro-vice-presidente Miguel Díaz-Canel participam da sessão ordinária do parlamento em Havana, em 21 de dezembro de 2017. Raúl Castro afirmou na quint
Europa Press/Contacto/Vladimir Molina - Arquivo

Ele afirma que se trata de uma “ação política” sem base jurídica e que “apenas visa engrossar o processo” para uma possível “agressão militar”

MADRID, 20 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, acusou o governo Trump de querer “justificar” uma eventual agressão militar ao país caribenho, em resposta à acusação contra o ex-líder Raúl Castro pelo abate, em 1996, de dois aviões civis em águas internacionais, que resultou na morte de três americanos e de um residente nos Estados Unidos.

"A suposta acusação contra o general do Exército Raúl Castro, que acaba de ser divulgada pelo governo norte-americano, apenas evidencia a arrogância e a frustração que provoca nos representantes do império, a firmeza inabalável da Revolução Cubana e a unidade e força moral de sua liderança”, assinalou Díaz-Canel em suas redes sociais, onde considerou que a acusação é uma “ação política” que carece de base jurídica e que “apenas busca engrossar o dossiê que fabricam para justificar o despropósito de uma agressão militar a Cuba”.

O presidente afirmou na mesma publicação que o governo dos Estados Unidos "mente e manipula" o incidente ocorrido em 1996 contra as aeronaves pertencentes à organização de exilados cubanos Hermanos al Rescate, que Díaz-Canel qualificou de "narco-terrorista".

Assim, ele defendeu que as autoridades cubanas agiram na ocasião “em legítima defesa, dentro de suas águas jurisdicionais, após sucessivas e perigosas violações de (seu) espaço aéreo por notórios terroristas”. “O governo norte-americano da época foi alertado em mais de uma dezena de ocasiões, mas ignorou as advertências e permitiu as violações”, prosseguiu.

O presidente do país caribenho defendeu igualmente que, por parte de Havana, “não houve imprudência nem violação do Direito Internacional”, assegurando que “há provas documentais de sobra” disso. Em contrapartida, ele repreendeu esse comportamento das “forças militares norte-americanas, com suas execuções extrajudiciais friamente calculadas e abertamente divulgadas contra embarcações civis no Caribe e no Pacífico”.

“A estatura ética e o sentido humanista de sua obra derrubam qualquer infâmia que se pretenda levantar contra o general do Exército Raúl Castro. Como chefe guerrilheiro e como estadista, conquistou o amor de seu povo, ao que se soma o respeito e a admiração de outros líderes da região e do mundo. Esses valores são sua melhor defesa e um escudo moral diante da ridícula tentativa de menosprezar sua estatura de herói”, acrescentou Díaz-Canel.

Suas declarações foram feitas depois que o procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, informou sobre a acusação de Castro, de 94 anos, juntamente com outras cinco pessoas por esse caso, durante uma coletiva de imprensa realizada na cidade de Miami.

A acusação formal, apresentada após uma investigação conduzida por promotores federais no sul da Flórida, ocorre em meio à profunda crise de abastecimento na ilha, causada pelo endurecimento do bloqueio após a operação militar dos Estados Unidos em Caracas, que resultou em mais de cem mortos e na captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores.

As acusações recentemente reveladas somam seis réus a um processo criminal já existente, iniciado em 2003 em relação ao ataque, conforme consta no processo judicial. Esse processo era contra três oficiais militares cubanos, embora eles nunca tenham sido extraditados para serem julgados.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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