Eduardo Parra - Europa Press
MADRID, 20 mar. (EUROPA PRESS) -
A segunda vice-presidente, Yolanda Díaz, declarou que seria possível chegar a uma proposta "mínima" sobre um novo modelo de segurança na Espanha com a maioria dos grupos parlamentares, incluindo o PP, se fosse realizado um debate "calmo" e "não contundente" sobre essa questão.
Por sua vez, ele argumentou que a UE deveria avançar em direção ao seu próprio modelo de defesa e advertiu que gastar 2% do PIB só contribuiria para "aumentar a dependência da América do Norte", já que isso só pode ser feito por meio da compra de armas militares dos Estados Unidos.
Em declarações à 'Telecinco', relatadas pela Europa Press, Díaz disse que a questão dos gastos militares deve ser debatida no Congresso e com uma abordagem séria e calma, convencido de que todos os grupos políticos podem "chegar a um mínimo", apesar das nuances de cada grupo.
DEBATE SÉRIO, NÃO MANCHETES DE IMPRENSA
"É um debate complexo, mas acredito que se conversássemos seriamente, não com manchetes de imprensa, o PNV, o ERC, o PP, nós mesmos e o PSOE, que sabemos que a posição de Donald Trump mudou (...) que conhecemos os riscos sistêmicos que temos, seríamos capazes, se trabalhássemos seriamente, de chegar a uma proposta mínima", refletiu.
A segunda vice-presidente explicou que uma política de segurança não se trata de aumentar ou não aumentar gastos semelhantes, mas, em primeiro lugar, de definir o modelo em um contexto geopolítico instável e um diagnóstico dos recursos disponíveis e das necessidades futuras, como ela perguntou ao próprio presidente, Pedro Sánchez.
Dessa forma, Díaz afirmou que, nessa discussão, é necessário ter um conceito amplo de segurança, como acabar com a dependência energética da Europa em relação ao gás russo ou aumentar a segurança cibernética.
Ao mesmo tempo, ela disse que, antes de pensar em aumentar os gastos, devemos primeiro nos concentrar na execução do orçamento de defesa, que atualmente está em 0,9% do PIB e, consequentemente, abaixo da meta.
Ele também comentou que a reunião da OTAN em junho será fundamental para esclarecer questões e ressaltou que é o presidente dos Estados Unidos que está questionando a Aliança Atlântica, além de travar uma "guerra comercial" que está causando riscos de insegurança e pobreza. "Acho que temos que corrigir um erro que cometemos na Europa", acrescentou Díaz, em favor de um modelo desconectado dos EUA, quando Trump está dando sinais de que a UE o incomoda.
A FAVOR DO ENVIO DE TROPAS PARA A UCRÂNIA SOB O MANDATO DA ONU
Por outro lado, a porta-voz do Sumar no Congresso, Verónica Martínez Barbero, ressaltou, sobre a questão dos gastos militares, que seu grupo político "nunca" apoiará uma "corrida armamentista", já que ela nunca será a solução para a paz.
Em declarações à 'TVE', relatadas pela Europa Press, ela defendeu a aplicação de um modelo de segurança "soberano" para a UE, que está comprometida com a diplomacia, e que a questão da segurança não pode ser "simplificada", pois é complexa e é necessário analisar detalhadamente o que está sendo proposto em termos de investimento em defesa.
Por sua vez, ele disse que a Sumar concordaria com o envio de tropas para a Ucrânia se fosse parte de uma missão de paz, para ajudar na reconstrução do país, e sob a égide da ONU.
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