Publicado 12/03/2026 05:53

Dezenas de mortos em bombardeio contra instalação das Forças de Mobilização Popular no Iraque

Archivo - Arquivo - Bandeira do Iraque na capital, Bagdá (arquivo)
Europa Press/Contacto/Ismael Adnan - Arquivo

A organização engloba dezenas de milícias pró-iranianas e está integrada nas forças de segurança iraquianas MADRID 12 mar. (EUROPA PRESS) -

Dezenas de pessoas morreram ou ficaram feridas nesta quinta-feira devido a um bombardeio contra uma instalação das Forças de Mobilização Popular (FMP), uma coalizão de milícias integradas nas forças de segurança do Iraque, na província de Anbar, sem que, por enquanto, esteja claro quem realizou o ataque.

Fontes de segurança citadas pelo portal de notícias iraquiano Shafaq indicaram que o ataque teria deixado cerca de cem mortos, mais de 120 feridos e cerca de 45 desaparecidos, embora as autoridades iraquianas ainda não tenham divulgado um balanço das vítimas do bombardeio.

O local atingido, situado em Akashat, pertence ao grupo Ansaralá al Aufiya, parte da 19ª Brigada das FMP, uma organização que reúne dezenas de milícias — muitas delas pró-iranianas — que fazem parte das Forças Armadas iraquianas, embora haja denúncias sobre a influência de Teerã nas decisões de muitos de seus grupos.

O Comando de Operações Conjuntas do Iraque mostrou sua “grave preocupação” e condenou os “ataques brutais e flagrantes contra os heróis das PMIs enquanto cumprem seus deveres nacionais sagrados ao lado de seus irmãos nas forças de segurança, dentro de suas áreas de responsabilidade”.

“A continuação dessas transgressões, violações e agressões sistemáticas e repetidas, bem como ataques indiscriminados, contribuirá para o caos, ameaçará a paz social e minará os pilares da segurança e da estabilidade”, alertou, ao mesmo tempo em que afirmou que esses atos “geram ressentimento e raiva entre o paciente povo, que considera os agressores totalmente responsáveis pelas repercussões”.

“Consideramos essas ações e operações como uma violação flagrante da soberania nacional e um ataque direto à dignidade do Iraque”, concluiu, sem se pronunciar sobre quem estaria por trás do ataque, executado em meio ao conflito no Oriente Médio, desencadeado após a ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

O ataque ocorreu dias depois que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, exigiu do primeiro-ministro do Iraque, Mohamed Shia al Sudani, que as autoridades adotassem “todas as medidas possíveis” para proteger o pessoal e as instalações dos Estados Unidos no país, diante dos ataques do Irã e das milícias pró-iranianas em resposta à referida ofensiva.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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