Publicado 21/09/2025 23:45

Dezenas de milhares de brasileiros saem às ruas para rejeitar a anistia aos golpistas

21 de setembro de 2025, Rio de Janeiro, Rio De Janeiro, Brasil: rio de janeiro (rj), 21/09/2025 - não à anistia/contra a PEC da blindagem/copacabana/rj - manifestação pela não anistia aos golpistas de 8 de janeiro, contra a PEC da blindagem de políticos,
Europa Press/Contacto/Fausto Maia

MADRID 22 set. (EUROPA PRESS) -

Dezenas de milhares de pessoas se mobilizaram no Brasil neste domingo para protestar contra uma possível anistia para os condenados no golpe de Estado de 2022 - incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro - e contra a proposta de lei que estenderia a imunidade de deputados e senadores, após uma semana em que a Câmara dos Deputados avançou com os dois projetos.

Mais de 40.000 pessoas se manifestaram em São Paulo e no Rio de Janeiro, as duas cidades mais populosas do país, de acordo com dados do Monitor do Debate Político da Universidade de São Paulo, relatados pelo jornal 'Folha', embora eventos semelhantes tenham ocorrido em até 33 cidades, incluindo todas as capitais estaduais.

As mobilizações, convocadas pelos movimentos dos Sem Terra e Brasil Popular - ligados ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), ao Partido dos Trabalhadores (PT) e a movimentos populares -, também contaram com a participação de sindicatos, grupos de estudantes, artistas e outros movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), além de outros partidos de esquerda e centro-esquerda, segundo a agência de notícias estatal.

Além disso, no Rio de Janeiro, os protestos contaram com a presença e apresentações de figuras proeminentes da cultura e da música brasileira, como Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil. "Não podemos deixar de responder aos horrores que estão se espalhando ao nosso redor", disse Gilberto Gil, fazendo alusão a "momentos semelhantes" na história do país.

Essas manifestações massivas foram convocadas em resposta a dois projetos de lei que avançaram esta semana na câmara baixa do Congresso brasileiro, incluindo a chamada PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Blindaje, que amplia a imunidade de deputados e senadores e os protege de possíveis processos no Supremo Tribunal Federal, aprovada na terça-feira.

No entanto, o principal motivo do descontentamento tem sido a tramitação urgente do projeto de lei que concederia anistia aos participantes dos atos violentos desde o início dos protestos contra a vitória eleitoral do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, em 30 de outubro de 2022, até a invasão do Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo, em 8 de janeiro de 2023, até a data em que a lei entraria em vigor, o que poderia incluir o ex-presidente de ultradireita Jair Bolsonaro e os demais condenados por tentativa de golpe de Estado.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado