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MADRID 20 ago. (EUROPA PRESS) -
Os níveis de desnutrição infantil triplicaram na Faixa de Gaza desde a ruptura do último cessar-fogo em março, de acordo com a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), que teme que a situação piore ainda mais.
O comissário da UNRWA, Philippe Lazzarini, descreveu como "alarmantes" os novos dados, resultado do exame de quase 100.000 crianças nas clínicas da própria agência nos últimos seis meses, durante os quais Israel retomou e intensificou sua ofensiva militar.
Na Cidade de Gaza, agora alvo da ofensiva, "quase uma em cada três crianças está desnutrida, seis vezes mais do que antes do cessar-fogo", alertou Lazzarini na mídia social.
O chefe da UNRWA ressaltou que essa é uma situação "evitável", causada pela fome, e "não um desastre natural", razão pela qual ele pediu às autoridades políticas que revertam medidas como a que mantém a entrada de ajuda humanitária praticamente "bloqueada".
Sem "vontade política" para reverter "essa abominação", ele acrescentou, "mais crianças morrerão". O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza estima que pelo menos 269 pessoas tenham morrido de fome desde o início da ofensiva, sendo 112 delas crianças.
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