Uma operação conjunta da Guarda Civil e da Polícia Nacional resulta em quatro detidos, que foram colocados em prisão preventiva ALICANTE 11 mar. (EUROPA PRESS) -
A Guarda Civil e a Polícia Nacional, em uma operação conjunta, desmantelaram um grupo criminoso especializado em roubar veículos nas províncias de Alicante e Valência, que depois supostamente exportavam ilegalmente para o exterior. Como resultado da operação, há quatro detidos, que estavam estabelecidos nos municípios de Benidorm e Llíria. Eles são acusados dos crimes de roubo com violência, falsificação de documento público e pertencimento a grupo criminoso e foram colocados em prisão preventiva. Os investigadores destacam que a operação permitiu desmantelar um grupo “perfeitamente estruturado que operava com um alto grau de especialização técnica e logística”, conforme detalham ambos os corpos de segurança em um comunicado conjunto.
As investigações começaram em outubro passado, após a localização de um automóvel com placas falsificadas em El Campello. Essa descoberta permitiu desvendar uma suposta trama criminosa organizada dedicada ao roubo de veículos e sua posterior introdução no mercado internacional.
Diante do “notável aumento de roubos com violência” de determinadas marcas de veículos na província de Alicante, foi iniciada uma operação conjunta entre a Equipe de Patrimônio da Unidade Orgânica da Polícia Judicial da Guarda Civil de Alicante e o Grupo de Tráfico Ilícito de Veículos da Polícia Nacional.
As investigações permitiram identificar um grupo criminoso composto por quatro pessoas de origem bielorrussa, que aparentemente “selecionavam previamente os veículos e colocavam dispositivos de geolocalização para controlar seus movimentos”, segundo os investigadores.
Posteriormente, segundo a Guarda Civil e a Polícia Nacional, eles supostamente “empregavam inibidores de frequência para neutralizar os sistemas de segurança e utilizavam técnicas avançadas de abertura eletrônica de última geração para acessar os automóveis”. Uma vez roubados, os veículos eram transferidos para áreas afastadas, onde permaneciam “esfriando” durante várias semanas para “dificultar sua detecção”. Depois, supostamente procediam à gravação de novos números de chassis, à colocação de etiquetas de identificação falsas e à obtenção de documentação fraudulenta emitida noutros países europeus. As modificações finais eram feitas em uma casa localizada em Llíria. Na fase final do processo, os membros do grupo aparentemente entravam em contato com motoristas vindos de outros países, que transportavam os veículos por rodovia de Alicante até a França, onde eram comercializados como se fossem legais.
REGISTROS EM BENIDORM, FINESTRAT E LLÍRIA No passado dia 9 de fevereiro, uma vez comprovada a participação dos investigados, foram realizados registros num apartamento em Benidorm, outro num armazém alugado em Finestrat e um terceiro na casa de campo em Llíria.
Durante esta operação, os agentes contaram com o apoio da Unidade de Segurança Cívica da Comandância (USECIC) de Valência e da Unidade de Prevenção e Reação (UPR) da Delegacia de Benidorm.
Como resultado das entradas e buscas, as forças de segurança apreenderam “abundante material” presumivelmente utilizado para a prática dos crimes, entre os quais se encontravam uma máquina de corte para fabricar números de chassis, instrumentos de abertura eletrônica de veículos, matrículas falsas, documentação falsa de veículos, máquina de clonagem/codificação de chaves, dispositivos de geolocalização, inibidores de frequência, numerosas espadas para abertura de portas, tinta para a modificação de números de chassis, um conjunto de facas ornamentadas e modems portáteis para veículos. Além disso, durante a operação foram recuperados oito veículos roubados e apreendido todo o material armazenado no depósito de Finestrat.
PRISÃO PROVISÓRIA Os quatro detidos, homens entre 40 e 50 anos, com antecedentes recentes por fatos semelhantes, são acusados de crimes de roubo de veículos, falsificação de documentos e pertença a grupo criminoso. Após serem apresentados ao juiz, foi decretada a sua prisão provisória.
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