BILBAO, 16 jul. (EUROPA PRESS) -
Uma quadrilha especializada em extorsão sexual pela Internet foi desarticulada após a denúncia de um morador de Barakaldo (Bizkaia). A operação foi concluída com quatro mulheres sob investigação por pertencerem a um grupo criminoso, extorsão e lavagem de dinheiro, e sete vítimas foram localizadas em Bizkaia e em outras cinco províncias: Castellón, Ciudad Real, Murcia, Guadalajara e Almería.
Os supostos membros da organização criminosa costumavam se passar por anúncios de serviços sexuais para recrutar suas vítimas e exigir o pagamento por meio de ameaças, de acordo com a Delegação do Governo no País Basco.
A operação, denominada "Trabazone", foi iniciada pela equipe da Guardia Civil em Bizkaia após uma denúncia apresentada por um morador de Barakaldo em meados de 2023. O denunciante relatou que havia acessado um site de contatos onde eram anunciados serviços sexuais e, embora não tenha contratado nenhum deles, começou a receber mensagens e ligações de diferentes números ameaçando-o com represálias caso não pagasse pelos serviços que supostamente havia contratado.
Dada a gravidade das ameaças, a vítima concordou em fazer pagamentos por meio de uma plataforma de gateway de pagamento, enviando um total de 1.300 euros em quatro transações. A investigação se concentrou em analisar as transações bancárias associadas, as linhas telefônicas utilizadas e os dispositivos a partir dos quais os contatos foram feitos.
A análise técnica permitiu vincular as chamadas de extorsão a um total de 16 linhas telefônicas pré-pagas, todas elas ativadas em diferentes terminais móveis, usadas para dificultar o rastreamento policial. Além disso, descobriu-se que os números que recebiam os pagamentos estavam vinculados a outras reclamações semelhantes.
MODUS OPERANDI
Os criminosos publicavam anúncios falsos em sites que ofereciam serviços sexuais, tendo como alvo principal os homens. Quando os interessados acessavam as páginas e forneciam um número de contato, começavam a receber mensagens intimidadoras por meio de mensagens instantâneas dos supostos "chefes" das garotas oferecidas, exigindo pagamentos por terem solicitado serviços que nunca foram realizados.
Nas mensagens, as vítimas eram ameaçadas com represálias físicas e sociais, como visitas domiciliares, divulgação pública do suposto comportamento ou represálias caso tivessem um parceiro. Tratava-se de extorsão sexual, uma modalidade criminosa muito lucrativa, pois muitas vítimas concordavam em pagar por medo das consequências.
Várias identidades telefônicas, cartões SIM e terminais móveis eram usados para realizar a atividade criminosa. Em muitos casos, o grupo se contentava com um único pagamento e depois cortava a comunicação, embora em outros casos insistisse em obter mais ganhos financeiros.
FIM DA OPERAÇÃO
Como resultado dos esforços da Guardia Civil, quatro criminosos foram identificados, todos residentes em Valência, um dos quais já havia sido acusado em outros processos legais por delitos semelhantes.
Também foi possível estabelecer a existência de sete vítimas em diferentes partes do território, especificamente nas províncias de Bizkaia, Castellón, Ciudad Real, Murcia, Guadalajara e Almería.
O Tribunal de Instrução de Bilbao número 4, que está investigando o caso, procedeu à citação das quatro mulheres, como investigadoras, pelos crimes de extorsão, pertencimento a um grupo criminoso e lavagem de dinheiro.
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