MURCIA 24 mar. (EUROPA PRESS) -
O Instituto Espanhol de Oceanografia (IEO-CSIC), na qualidade de entidade coordenadora do projeto REMEDIOS, informou sobre o desaparecimento de uma linha de cultivo de ostras localizada no Mar Menor, que fazia parte de um conjunto de experimentos científicos em andamento há três anos, voltados para a recuperação das populações de ostras com fins de biorremediação.
O desaparecimento afeta tanto a estrutura de cultivo quanto as ostras associadas a vários ensaios experimentais. Esse material era fundamental para o desenvolvimento do projeto; por isso, segundo afirmaram, a perda científica é “incalculável”, pois compromete séries de dados de longo prazo e avanços no conhecimento da capacidade de bioextração de nutrientes por parte dessa espécie.
O projeto REMEDIOS é desenvolvido por um consórcio formado pelo IEO-CSIC, ANSE (Associação de Naturalistas do Sudeste), a Secretaria de Meio Ambiente, Universidades, Pesquisa e Mar Menor da Região de Múrcia e a Fundação Estrella de Levante, com o objetivo de contribuir para a recuperação ecológica do Mar Menor por meio de soluções baseadas na natureza.
Este projeto é desenvolvido com a colaboração da Fundação Biodiversidade, do Ministério da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico, por meio do programa Pleamar, e é cofinanciado pela União Europeia através do FEMPA (Fundo Europeu para os Assuntos Marítimos, a Pesca e a Aquicultura).
Os fatos foram denunciados à Guarda Civil, que iniciou as investigações necessárias para esclarecer o ocorrido.
O consórcio REMEDIOS lembrou que as ostras utilizadas nestes ensaios não se destinam ao consumo humano, mas exclusivamente à bioextração de nutrientes no ecossistema. Portanto, elas não devem ser colhidas nem consumidas sob nenhuma circunstância.
O consórcio lamenta profundamente o ocorrido e reiterou seu compromisso com a proteção do Mar Menor e com o avanço do conhecimento científico necessário para sua recuperação.
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