Europa Press/Contacto/Loredana Sangiuliano
MADRID 18 abr. (EUROPA PRESS) -
Um total de 75 deputados do Parlamento do Reino Unido manifestaram seu apoio a uma moção parlamentar que exige a imposição de sanções abrangentes contra Israel, no contexto da ofensiva em Gaza e da situação nos territórios palestinos ocupados.
O promotor da iniciativa, o deputado Richard Burgon, afirmou que “75 deputados já apoiam (sua) moção parlamentar para impor sanções generalizadas a Israel”, uma proposta que continua a angariar apoios em Westminster e cujo prazo para adesão permanece aberto por mais uma semana.
Em sua intervenção, Burgon relacionou a iniciativa com a situação no Oriente Médio, afirmando que, “além do genocídio em Gaza e dos crimes de guerra no Líbano, Israel está intensificando sua ocupação da Cisjordânia”.
Nesse contexto, ele instou a população a pressionar seus representantes: “Resta apenas uma semana para apoiar este apelo às sanções. Peça ao seu deputado que o faça agora”.
A moção parlamentar destaca a preocupação com a decisão do governo israelense, de 15 de fevereiro, de avançar no registro de terras na Cisjordânia ocupada como propriedade do Estado de Israel, uma medida que o texto qualifica como tentativa de anexação de fato.
O documento “condena veementemente este plano ilegal de se apropriar de ainda mais terras palestinas” e lembra que uma declaração apoiada por 85 Estados-membros da ONU, incluindo o Reino Unido, já expressou sua rejeição a essa política por violar o direito internacional.
Além disso, a iniciativa parlamentar cita o Parecer Consultivo emitido em julho de 2024 pela Corte Internacional de Justiça, que concluiu que a presença contínua de Israel nos territórios palestinos ocupados é ilegal e deve cessar “o mais rapidamente possível”, acrescentando que toda expansão de assentamentos deve cessar.
O texto ressalta também que o tribunal internacional estabeleceu obrigações claras para os Estados, incluindo o Reino Unido, que devem abster-se de qualquer forma de apoio que contribua para manter a situação e adotar medidas para impedir atividades econômicas ou comerciais que a consolidem.
Em sua argumentação, a moção compara a resposta internacional em outros conflitos, ao apontar que o governo britânico “impôs corretamente sanções generalizadas à Rússia por sua guerra ilegal na Ucrânia”, enquanto, segundo o texto, não agiu de forma equivalente diante das denúncias de violações do direito internacional por parte de Israel.
Por isso, o documento insta o Executivo a adotar uma série de medidas, entre elas a proibição do comércio e do investimento ligados a assentamentos israelenses considerados ilegais, a imposição de sanções individuais, como proibições de viagem e congelamento de ativos, a suspensão do acordo comercial entre o Reino Unido e Israel e um embargo de armas até que as obrigações internacionais sejam cumpridas.
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