Europa Press/Contacto/Maksim Konstantinov
MADRID 9 jan. (EUROPA PRESS) - A deputada Gladis Aurora, do Partido Nacional de Honduras, da oposição, ficou ferida na quinta-feira após ser atacada com um suposto artefato explosivo nas proximidades do Congresso, um incidente que obrigou o Exército a reforçar a segurança no prédio.
“Este fato constitui uma agressão direta contra uma mulher investida de autoridade, contra a institucionalidade democrática e contra a convivência pacífica do país. A violência política é inadmissível e não pode ser tolerada sob nenhuma circunstância”, afirmou em comunicado o Partido Nacional de Honduras.
O partido exigiu assim “o fim imediato da violência promovida e incentivada” pelo Libertad y Refundación (LIBRE), bem como uma “investigação exaustiva e imediata para identificar e levar à justiça o autor material e intelectual” desse “ataque”.
Da mesma forma, pediu às autoridades competentes que garantam “a segurança total em todos os recintos do Estado; protejam a integridade dos funcionários e servidores públicos, ao mesmo tempo que “assegurem uma transição pacífica, respeitosa da ordem constitucional”.
O líder do partido, Tomás Zambrano — que estava no local no momento do incidente — pediu em um vídeo publicado nas redes sociais que as Forças Armadas “cuidem do material eleitoral no Conselho Nacional”.
“Não podem permitir que o Libertad y Refundación queira levar e sequestrar as urnas para realizar uma contagem voto a voto no Congresso, o que é totalmente ilegal”, afirmou, acrescentando que o povo já decidiu que Nasry Asfura “é o presidente”.
A Polícia Nacional hondurenha divulgou imagens nas redes sociais dos dois suspeitos do ataque à deputada e ofereceu uma recompensa de até 30.000 lempiras a quem fornecer informações que permitam localizar e capturar os homens.
O incidente ocorreu enquanto Zambrano dava declarações à imprensa, pouco antes de uma sessão extraordinária convocada pelo presidente do Congresso, Luis Redondo, e em meio a uma multidão de seguidores do partido Libre que exigiam uma recontagem “voto a voto” das atas das eleições de 30 de novembro.
A deputada, que ficou ferida na cabeça e no pescoço pelo impacto do artefato explosivo, foi levada pouco depois ao hospital e apresenta problemas auditivos, embora esteja estável. As primeiras investigações realizadas pela polícia indicam que o objeto foi lançado a partir dos antigos escritórios da Empresa Nacional de Energia Elétrica (ENEE).
O incidente também foi condenado pelo próprio presidente eleito, que destacou que esse tipo de coisa “não pode continuar acontecendo em Honduras”. “Há uma eleição clara, um novo presidente e um novo Congresso, e todos devemos respeitar a lei e trabalhar em paz”, declarou, segundo o jornal 'Tiempo'.
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