Publicado 23/08/2025 02:07

A deputada bolsonarista Carmen Zambelli foi condenada a cinco anos de prisão por posse ilegal de armas e coação ilegal

Essa é a segunda decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) contra ele.

Archivo - 7 de agosto de 2023, São Paulo, São Paulo: (INT) Deputada Carla Zambelli na Polícia Federal de São Paulo. 07 de agosto de 2023, São Paulo, Brasil: A deputada Carla Zambelli, de São Paulo, uma das mais leais apoiadoras de Jair Bolsonaro, comparec
Europa Press/Contacto/Oslaim Brito - Arquivo

MADRID, 23 (EUROPA PRESS)

O Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil condenou na sexta-feira a deputada pró-Bolsonaro Carmen Zambelli a cinco anos e três meses de prisão pelos crimes de posse ilegal de arma de fogo e coação ilegal com uso de arma, em conexão com um incidente ocorrido na véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando a deputada sacou uma arma e perseguiu um jornalista após uma troca de palavras durante um evento político realizado em São Paulo.

A decisão, proferida virtualmente, foi aprovada por uma maioria de nove votos a dois, embora a sentença ainda não seja definitiva, pois Zambelli pode recorrer ao próprio STF.

Os dois juízes contrários à decisão, Nunes Marques e André Mendonça, propuseram absolvê-la da acusação de porte ilegal de arma. Marques também solicitou a reclassificação do crime de coação, rebaixando-o para a categoria de exercício arbitrário da própria vontade, o que anularia a condenação. Por sua vez, Mendonça defendeu uma sentença de oito meses de prisão em regime aberto por coação ilegal, segundo a Agência do Brasil.

O advogado de Zambelli, Fábio Pagnozzi, expressou sua "profunda discordância" com os magistrados do STF e a "surpresa" de seu cliente com a condenação, que será "firmemente contestada", pois Pagnozzi considera que ela viola alguns dos princípios elementares do devido processo legal.

"A deputada reafirma sua inocência e que é vítima de perseguição política, justamente às vésperas de seu pedido de extradição, em um julgamento recorde", denunciou o advogado, criticando que a decisão é resultado de "uma interpretação extensiva e arbitrária da competência do Supremo Tribunal Federal".

Esta é a segunda condenação que Carmen Zambelli recebe do tribunal superior brasileiro.

A deputada pró-Bolsonaro foi presa no mês passado em Roma, na Itália, quando tentava escapar de um mandado de prisão relacionado a outro caso em que foi condenada a 10 anos de prisão por seu envolvimento na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023.

Zambelli é apontada como a idealizadora do ataque cibernético que levou a um falso mandado de prisão contra o juiz Alexandre de Moraes, no qual ela contou com a colaboração do hacker Walter Delgatti, executor do crime.

Depois de fugir para a Itália usando sua dupla nacionalidade, o governo brasileiro solicitou formalmente sua extradição em 11 de junho, que foi canalizada pelo Ministério das Relações Exteriores para o governo italiano. No entanto, a parlamentar pretende - em virtude de sua dupla nacionalidade - permanecer no país europeu, onde chegou vinda dos Estados Unidos, após cruzar a fronteira entre o Brasil e a Argentina.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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