Eduardo Parra - Europa Press - Arquivo
MADRID 5 out. (EUROPA PRESS) -
O diretor de Segurança Nacional, general Loreto Gutiérrez, comparecerá à Comissão Mista de Segurança Nacional no Congresso nesta segunda-feira para dar explicações sobre o processo de "desconexão" militar com Israel, os fluxos migratórios, o apagão e o contrato com a empresa chinesa Huawei para capacidades de fibra óptica em instituições públicas, entre outros assuntos.
O general Gutiérrez, que faz parte do Gabinete da Presidência do Governo, comparece ao Congresso um dia antes de a sessão plenária votar a validação do embargo de armas a Israel, aprovado pelo Conselho de Ministros como parte do pacote de medidas para pressionar o Estado hebreu a interromper o "genocídio" na Faixa de Gaza.
Meses antes da implementação dessas medidas, o Ministério da Defesa anunciou um "plano de desengajamento" para a indústria militar israelense, apesar de o governo defender que o comércio de material de defesa seja inexistente a partir de 7 de outubro de 2023.
A ideia era substituir os produtos israelenses sem prejudicar a capacidade das forças armadas, embora persistissem dúvidas sobre determinados materiais, equipamentos ou tecnologias de inteligência, para os quais o Ministério da Defesa havia admitido "dependência". No entanto, Robles concluiu o vínculo industrial com Tel Aviv no campo da defesa em meados deste mês.
"No momento, a partir de hoje, não há mais nenhum acordo, contrato ou relacionamento entre as forças armadas e o Estado de Israel", disse ele em declarações ao Congresso.
OUTRAS QUESTÕES
Por outro lado, o general Gutiérrez terá que comparecer para dar explicações sobre os fluxos migratórios irregulares, já que o Relatório Anual de Segurança Nacional de 2024 os coloca como a terceira maior ameaça à segurança nacional, e os últimos ataques terroristas motivados por jihadistas na Europa, como os de Munique (Alemanha), Villach (Áustria) e Mulhouse (França), todos ocorridos em fevereiro. Ele também discutirá o apagão de 28 de abril.
Da mesma forma, o diretor de Segurança Nacional da Moncloa enfrentará as perguntas dos grupos parlamentares, que também estarão interessados em saber quais organizações públicas ou privadas recebem dinheiro da China ou o contrato cancelado com a Huawei para fibra óptica para instituições públicas, incluindo o Ministério da Defesa.
O Ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, defendeu no Congresso que os contratos com a Huawei estão em vigor desde 2012, quando o PP estava no poder, e garantiu que as escutas telefônicas judiciais estão protegidas do ponto de vista da segurança.
"Os contratos com a Huawei se limitam exclusivamente ao armazenamento ou aluguel de um gabinete sem conexão ou contato, ou seja, não há gerenciamento nem descarte de nenhum dos dados", disse Grande-Marlaska em 24 de setembro.
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