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MADRID 19 jan. (EUROPA PRESS) -
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou neste domingo que está investigando a interrupção, horas antes, de uma cerimônia religiosa na cidade americana de St. Paul, em Minnesota, por um grupo de manifestantes que protestava contra um pastor que figura em uma ação coletiva pelas táticas agressivas utilizadas pelo Serviço de Imigração e Controle Alfandegário dos Estados Unidos (ICE).
A ação ocorreu depois que os manifestantes descobriram que o diretor interino do escritório local do ICE em St. Paul, David Easterwood, atuava como pastor em uma igreja na menor das cidades gêmeas de Minnesota. “Este homem é um lobo em pele de cordeiro, fingindo ser pastor”, denunciou a advogada, ativista e reverenda local Nekima Levy Armstrong, em declarações recolhidas pelo jornal Minnesota Star Tribune.
Após o ocorrido, a procuradora-geral adjunta do Departamento de Justiça para Direitos Civis, Harmeet Dhillon, anunciou nas redes sociais uma investigação contra o protesto, que descreveu como “antiamericano e indignante”.
“A Divisão de Direitos Civis está investigando possíveis violações da lei federal FACE (lei de liberdade de acesso a entradas de clínicas e locais de culto religioso) cometidas por essas pessoas que profanaram um local de culto e interferiram com os fiéis cristãos”, destacou Dhillon nas redes sociais, antes de apontar em outras publicações posteriores investigações por “possíveis violações da lei federal” e afirmar que o “FBI também foi acionado”.
Por sua vez, a procuradora-geral Pam Bondi assegurou em X que falou com o pastor de Minnesota cuja igreja foi atacada, antes de alegar que “os ataques contra as forças da ordem e a intimidação dos cristãos estão sendo combatidos com todo o rigor da lei federal”. “Se os líderes estaduais se recusarem a agir de forma responsável para prevenir a anarquia, este Departamento de Justiça continuará mobilizado para processar crimes federais e garantir que o Estado de Direito prevaleça”, enfatizou Bondi, no contexto do confronto da administração Trump com o governador de Minnesota, Tim Walz, entre outras autoridades, pela mobilização de forças anti-imigração no estado do norte.
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