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MADRID, 24 abr. (EUROPA PRESS) -
A procuradora do Distrito de Columbia, Jeanine Pirro, informou que o Departamento de Justiça não assumirá a investigação iniciada contra o atual presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, devido aos custos excedentes na reforma da sede do banco central.
Nesse sentido, Pirro afirmou que caberá ao inspetor-geral do Federal Reserve, Michael Horowitz, investigar os fatos, deixando assim a responsabilidade a cargo do próprio instituto emissor e encerrando o processo do Departamento de Justiça.
“Espero um relatório exaustivo no menor tempo possível e confio que o resultado ajudará a resolver, de uma vez por todas, as questões que levaram este escritório a emitir intimações judiciais”, defendeu Pirro em uma mensagem nas redes sociais.
Mesmo assim, a promotora distrital afirmou que não hesitará em retomar a investigação criminal se “os fatos assim o justificarem”.
Essa mudança de rumo na investigação pode ajudar a facilitar a confirmação de Kevin Warsh — indicado pelo presidente dos Estados Unidos — como presidente do Fed, já que esse era o obstáculo invocado pelo senador republicano Thom Tillis para bloquear sua candidatura no Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos.
“Vamos encerrar essa investigação para que eu possa apoiar sua confirmação”, afirmou Tillis nesta terça-feira durante a audiência de Warsh perante o Comitê, que é composto por treze republicanos e onze democratas, pelo que o voto de Tillis é fundamental para dar continuidade à nomeação de Warsh.
Até agora, o presidente dos Estados Unidos não havia cedido e sustentava que a investigação seguiria seu curso, mesmo que isso significasse não ter um substituto para Powell antes de 15 de maio, data em que termina seu mandato.
A relação entre Powell e Trump tem sido marcada por confrontos sobre o rumo das taxas de juros, com o inquilino da Casa Branca instando o Federal Reserve a reduzir as taxas de referência diante da recusa de Powell em seguir as ordens do presidente norte-americano.
Após o início da investigação, o presidente do Fed afirmou que ela se enquadrava nas “ameaças e pressão constante” do governo Trump.
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