MADRID 18 fev. (EUROPA PRESS) -
A denúncia da vítima de um suposto crime de agressão sexual cometido pelo diretor adjunto operacional (DAO) da Polícia Nacional relata que esta agente se demitiu em julho de 2025, após receber uma ligação do comissário José Ángel González e enquanto estava no escritório de quem assumiu interinamente o cargo de DAO, a subdiretora geral de Recursos Humanos e Formação, Gemma Barroso.
Na denúncia, consultada pela Europa Press, a vítima relata inúmeras chamadas intimidatórias na sequência da alegada agressão sexual ocorrida em 23 de abril de 2025 e cita uma, registada três meses depois, em 24 de julho, na qual é mencionada Gemma Barroso na sua qualidade de subdiretora-geral de Recursos Humanos e Formação.
Esta comissária assumiu o cargo à frente da Direção Adjunta Operativa em aplicação da Ordem 859/2023, de 21 de julho, que estabelece a substituição em casos de vaga, ausência ou doença do titular da DAO, até que a Polícia convoque formalmente esta vaga e seja resolvida pelo Ministério do Interior.
Concretamente, a queixa refere que, nesse dia 24 de julho, a queixosa, até então agente da Polícia na Esquadra Local de Coslada, se encontrava no seu novo destino na Subdireção Geral de Recursos Humanos e Formação, na rua Miguel Ángel, número 5, em Madrid, precisando que é a “mesma sede onde trabalha o queixado”, uma vez que aqui se encontra a Direção Geral da Polícia.
LICENÇA E APOIO DA EQUIPE PSICOSSOCIAL “Quando a vítima estava se incorporando ao novo posto de trabalho e, concretamente, no escritório da subdiretora de Recursos Humanos e Formação, recebeu uma ligação do telefone do escritório de José Ángel González. Ao não atender, a vítima comunicou à subdiretora Gemma Barroso que não estava em condições de trabalhar por motivos de saúde mental”, detalha a denúncia.
O documento continua explicando que foi nesse momento que a denunciante “foi encaminhada à equipe de apoio psicossocial, da qual está recebendo assistência e se encontra afastada do trabalho com o porte de arma retirado, mantendo-se essa situação até a data da apresentação da presente queixa”.
A denúncia alude à compilação de provas, como chamadas, mensagens e áudios, nas quais se acusa o DAO e outro comissário assessor deste, Óscar San Juan González, de participar de uma “campanha sistemática, obsessiva e intensiva de assédio telefônico e manipulação psicológica sobre a vítima”, à qual chegaram a oferecer qualquer cargo na Polícia se ela mantivesse silêncio. Tanto José Ángel González como este assessor foram destituídos dos seus cargos. O documento acrescenta que a queixosa manteve “no passado uma relação afetiva” com o DAO, uma relação que “foi caracterizada desde o início por uma assimetria de poder institucional manifesta”, dada a sua posição no corpo.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático