David Zorrakino - Europa Press
MADRID 10 fev. (EUROPA PRESS) - A equipe da senadora colombiana Aida Quilcué, da coalizão governista Pacto Histórico liderada pelo presidente Gustavo Petro, denunciou nesta terça-feira que ela teria sido sequestrada no departamento de Cauca, localizado no sul do país latino-americano.
“Informamos à opinião pública que a senadora Aida Quilcué e sua equipe de segurança foram supostamente sequestrados no trecho Inzá-Totoro Cauca”, afirmou sua equipe em uma mensagem publicada na conta da política nas redes sociais, vencedora em 2021 do Prêmio Nacional de Defesa dos Direitos Humanos na Colômbia.
O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, confirmou nas redes sociais que as forças de segurança encontraram a caminhonete em que viajava a senadora, líder da organização indígena Conselho Regional Indígena do Cauca (CRIC), embora não houvesse pessoas dentro dela.
Quilcué, que foi eleita senadora com o apoio do Movimento Alternativo Indígena e Social (MAIS), denunciou em 2022 que havia recebido mais de 100 ameaças de morte. A indigenista também atuou como conselheira de Direitos Humanos e Paz da UNESCO. O marido de Quilcué, Edwin Legarda, morreu baleado por soldados quando se dirigia de carro à cidade de Popayán, localizada no departamento de Cauca, em dezembro de 2008. O caso foi condenado por várias organizações indígenas e por ONGs como a Anistia Internacional (AI).
Isso ocorre pouco depois de a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) ter confirmado estar por trás do atentado que, há alguns dias, matou dois escoltas do senador Jairo Castellanos e ter responsabilizado a equipe de segurança por não cumprir os controles que ela estabeleceu em Arauca para evitar confrontos com outros grupos armados.
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