MICAELA AYALA / WIKIMEDIA COMMONS - Arquivo
MADRID 1 jun. (EUROPA PRESS) -
Organizações de defesa dos direitos humanos denunciaram um agravamento no estado de saúde do ex-vice-presidente do Equador, Jorge Glas, que, segundo alertaram, permaneceu inconsciente por várias horas na prisão de segurança máxima de Santa Elena, onde está detido por corrupção desde 2024.
A ONG SOS Cárceles Equador afirmou ter recebido informações da Polícia equatoriana sobre a situação em que se encontra Glas, cuja equipe jurídica tem alertado repetidamente que ele carece de alimentos e de atendimento médico suficiente. Assim, indicaram que ele sofreu uma “notável” deterioração física durante o último ano.
Sonia Vera, advogada de Glas, lamentou em uma mensagem divulgada nas redes sociais que o ex-vice-presidente tenha ficado várias horas inconsciente, embora seu estado atual seja desconhecido no momento, uma vez que as autoridades não forneceram informações a respeito.
A oposição equatoriana, que considera Glas um preso político sujeito a perseguição judicial, voltou a solicitar sua libertação e culpou o presidente do país, Daniel Noboa, pelas possíveis consequências que sua prisão possa ter sobre a saúde e o estado físico e mental de Glas.
O ex-vice-presidente de Rafael Correa em 2013 e de Lenín Moreno em 2017 cumpre duas penas por suborno e associação ilícita nos casos Obedrecht e Soborno. Sobre ele pesa ainda uma condenação em primeira instância a treze anos de prisão pelo caso Reconstrução de Manabí.
Após ter cumprido parte de uma pena conjunta por crimes de corrupção, Glas conseguiu acesso a um regime de liberdade condicional com certas condições, até que, em dezembro de 2023, entrou na Embaixada do México. Em abril de 2024, foi retirado à força da missão diplomática e preso, apesar de ter recebido asilo do governo mexicano, então presidido por Andrés Manuel López Obrador.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático