Europa Press/Contacto/El Comercio - Arquivo
MADRID 14 nov. (EUROPA PRESS) -
A procuradora-geral do Peru, Delia Espinoza, que foi reintegrada na segunda-feira pelo Judiciário, renunciou na quinta-feira para assumir seu cargo no Ministério Público diante da oposição do interino nomeado, Tomás Gálvez, mas expressou sua esperança de que a situação seja corrigida para que ela seja "autorizada a entrar" na instituição nesta sexta-feira.
Espinoza disse que "nunca" entraria na promotoria "empurrando a porta", em alusão à sua antecessora, Patricia Benavides, que foi removida anteriormente pelo Conselho Nacional de Justiça por suposta corrupção. "Eu respeito a sede, respeito os funcionários e a população. Sou uma senhora e jamais vou chegar a atos de violência constrangedores ou desnecessários", disse ela na RPP, na qual defendeu que "todos os procedimentos devem seguir o canal adequado e com os formulários correspondentes".
No entanto, ela expressou a esperança de que "essa situação será corrigida" na sexta-feira e que ela será "autorizada a entrar" no Ministério Público para cumprir os prazos estabelecidos pelo judiciário. Na segunda-feira, o Nono Tribunal Constitucional de Lima deu à Junta Nacional de Justiça (JNJ) cinco dias para cumprir a ordem judicial de reintegrar Espinoza ao cargo, do qual ela foi suspensa por seis meses devido a um processo disciplinar.
No entanto, o JNJ decidiu manter a suspensão, argumentando que a ordem corresponde a apenas uma das quatro acusações que levaram à sua saída temporária da promotoria, enquanto Gálvez afirma que Espinoza só poderá retornar quando o JNJ "ordenar sua reintegração". Diante dessa situação, o promotor afirmou que o interino "está cometendo um erro" e que o JNJ "parece querer atrasar essa situação, o que constitui um claro desrespeito ao tribunal".
Por sua vez, Gálvez argumentou, em declarações ao jornal 'La República', que "se ela entrasse abruptamente no Ministério Público para supostamente assumir seu cargo novamente, ela teria sido presa por estar em flagrante delito pelo crime de usurpação de funções". "O processo tem que ser seguido; aguarda-se a resolução do JNJ", disse ele, enfatizando que "ninguém pode entrar à força".
Espinoza está imersa em um processo disciplinar marcado, entre outros, pelo processo aberto em meados de setembro pela Junta Nacional de Justiça, considerando que ela cometeu uma falta muito grave e violou a lei ao não executar a resolução que reintegrou seu antecessor, Benavides, destituído do cargo por corrupção e acusado de tráfico de influência, como chefe do Ministério Público.
Espinoza, que declarou que o processo está "repleto de ilegalidades", também denunciou a pressão do Congresso em julho passado, com até quatro processos constitucionais que buscam sua desqualificação por até dez anos.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático