Publicado 10/09/2026 07:12

O delegado em Ceuta afirma que “todo mundo” sabia das convocações nas redes sociais e descarta os alertas do CNI: “Foi algo informal

O delegado do Governo em Ceuta, Miguel Ángel Pérez Triano, dá uma entrevista coletiva por ocasião do início do ano letivo em Ceuta, na Delegação do Governo em Ceuta, em 9 de setembro de 2026, em Ceuta (Espanha). O retorno às aulas coincide
Marcos Moreno - Europa Press

Ele afirma que havia notícias na imprensa local em 27 de julho, nas quais jovens que entraram na cidade diziam que não poderiam ser recusados

MADRID, 10 set. (EUROPA PRESS) -

O delegado do Governo em Ceuta, Miguel Ángel Pérez Triano, afirmou que “todo mundo” sabia do apelo nas redes sociais para entrar na cidade autônoma e insistiu que o Centro Nacional de Inteligência (CNI) não “alertou”, mas que transmitiu, em uma conversa “informal” no ‘WhatsApp’, uma “informação rotineira” sobre a pressão migratória.

Em entrevista à “Cadena Ser”, divulgada pela Europa Press, Triano destacou que “havia convocatórias nas redes sociais incentivando a entrada a nado em Ceuta”. “Todo mundo sabia disso”, reiterou, para depois acrescentar que havia notícias na imprensa local em 27 de julho, três dias antes da entrada em massa, nas quais “se via como jovens haviam entrado” na cidade e explicavam em plataformas como o ‘TikTok’ e o ‘Facebook’ que “se você entrar em Ceuta, não pode ser recusado”.

O delegado explicou que já vinha informando que “esse movimento” estava ocorrendo, especialmente desde que se tomou conhecimento da decisão do Supremo Tribunal que não permite “repatriamentos imediatos” nas entradas a nado. Por isso, ele destacou que a “mensagem” em que um membro do CNI avisa seu chefe de gabinete um dia antes da entrada em massa “não traz absolutamente nada de novo”.

“Temos que nos situar num contexto em que, no dia anterior, cerca de 400 pessoas entraram em Ceuta e, em uma semana, mais de 1.000 haviam entrado. Estávamos nesse contexto migratório e essa Delegação do Governo comunicava, desde o primeiro minuto, qual era a situação aos diversos ministérios”, defendeu ele, para em seguida ressaltar que não havia novas informações que permitissem prever o que acabou ocorrendo em 30 de julho.

A MENSAGEM DO CNI “NÃO É UM ALERTA”

O delegado esclareceu que a mensagem do ‘WhatsApp’ enviada por um membro do CNI “não é um alerta”, pois estes “não são emitidos para uma Delegação do Governo e muito menos para um chefe de gabinete”. “Os alertas são encaminhados ao Ministério da Defesa, ao Ministério do Interior e formalizados. Isso não é nenhum alerta; é um comentário, uma conversa”, acrescentou.

Triano afirmou também que nunca recebeu uma mensagem “desse tipo” proveniente do CNI, esclarecendo que os serviços de inteligência “têm seus próprios canais de comunicação”, e ressaltou que, na conversa telefônica de 11 minutos divulgada pela Moncloa na desclassificação de documentos, falou-se “da situação” daqueles dias e da “pressão migratória”, que “era bastante grave” e pela qual já haviam solicitado reforços nos dias anteriores.

Dito isso, ele afirmou que não se tratou “nem mesmo” de “uma conversa formal”, na qual aparecem expressões coloquiais locais, mas sim de “uma troca rotineira de informações” em que é “o próprio representante do CNI que solicita informações” ao seu chefe de gabinete sobre o andamento das reuniões.

Por outro lado, tal como expressou o presidente do Governo, Triano defendeu “que será preciso estudar como melhorar os serviços de inteligência no que diz respeito à prevenção”, pois “evidentemente não se avaliou corretamente o que ocorreu”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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