Publicado 24/08/2026 07:59

O delegado do Governo reconhece que não há “normalidade” em Ceuta e se recusa a renunciar: “Seria uma covardia”

Archivo - Arquivo - O novo delegado do Governo em Ceuta, Miguel Ángel Pérez Triano, durante sua cerimônia de posse na Biblioteca Pública El Morro, em 25 de fevereiro de 2026, em Ceuta (Espanha). A cerimônia marca o início de uma nova etapa para Pérez Tria
Antonio Sempere - Europa Press - Arquivo

CEUTA 24 ago. (EUROPA PRESS) -

O delegado do Governo em Ceuta, Miguel Ángel Pérez Triano, admitiu que a situação em Ceuta, após a crise causada pela chegada de milhares de migrantes, não é de “normalidade” e se recusou a apresentar sua renúncia ao cargo, pois, segundo ele, isso seria “uma absoluta irresponsabilidade e covardia”.

“Vamos continuar trabalhando e tentar ser úteis. (...) Cheguei à política com as malas prontas e, quando for embora, partirei com as malas prontas também. Não preciso da política para viver”, afirmou na coletiva de imprensa para apresentar o novo Centro de Atendimento Temporário a Estrangeiros (CATE).

Triano reconheceu que esses 25 dias “estão sendo os piores de sua vida”, mas continuará trabalhando para ser “útil” e para que Ceuta “recupere a normalidade o mais rápido possível”. Ele também destacou que não sabe “quantas pessoas há neste momento” na cidade autônoma, admitindo que a situação está longe de ser normal.

Dito isso, ele ressaltou que é preciso enfrentar a crise “em várias frentes, e uma delas será também a recuperação posterior”, em referência à visita do vice-presidente econômico, Carlos Cuerpo, nesta segunda-feira à cidade, onde se reunirá com o presidente Juan Jesús Vivas, representantes da sociedade civil e empresas para discutir um plano de relançamento econômico.

SOLICITAR REFORÇOS

Pérez Triano falou à imprensa após uma reunião com membros da Polícia Nacional para discutir a entrada em operação do CATE. O delegado explicou que a implementação do CATE está em consonância com a aplicação do Pacto Europeu de Migração e Asilo. “Isso era necessário no nível operacional e porque, além disso, o número de chegadas vinha aumentando há várias semanas antes do dia 30”, afirmou.

O delegado afirmou que “ainda faltam muitos recursos” que estão sendo solicitados. “Alguns já chegaram, outros estão por vir e continuaremos propondo e solicitando reforços, que é o que temos feito desde o início”, indicou.

NÃO HÁ SOLUÇÕES SIMPLES PARA PROBLEMAS COMPLEXOS

Nesse contexto, e sobre a resolução da crise migratória em Ceuta, que já ultrapassa três semanas, ele reconheceu que não vai propor “soluções simples para problemas complexos”. Assim, pediu que se diga a verdade e que não se limite o argumento político a que “todos” os imigrantes vão embora.

“Nisso estamos de acordo, mas não vamos mentir, vamos dizer a verdade, explicar como funciona e quais são os instrumentos jurídicos que temos à nossa disposição para reverter a situação o mais rápido possível”, explicou, para em seguida destacar que o primeiro passo, “e muito importante”, é ter um local para poder notificar os imigrantes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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