Europa Press/Contacto/Foad Ashtari
MADRID 25 fev. (EUROPA PRESS) - A delegação iraniana envolvida nas negociações indiretas com os Estados Unidos sobre o programa nuclear iraniano iniciou nesta quarta-feira sua viagem à cidade suíça de Genebra, que na quinta-feira sediará uma nova rodada de contatos, em meio às ameaças do presidente americano, Donald Trump, sobre um possível ataque ao país asiático.
De acordo com informações recolhidas pela rede de televisão pública iraniana, IRIB, a delegação já partiu de Teerã, novamente liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, que horas antes reiterou que “é possível chegar a um acordo, se a diplomacia for uma prioridade”.
A porta-voz do governo iraniano, Fatemé Mohajerani, destacou durante o dia que Araqchi apresentou ao Executivo um relatório sobre as discussões realizadas até agora. “Haverá negociações amanhã em Genebra, se Deus quiser, e o Ministério das Relações Exteriores fornecerá informações precisas sobre as negociações”, enfatizou.
Durante o dia de terça-feira, as Nações Unidas fizeram um novo apelo ao Irã e aos Estados Unidos para que “continuem no caminho diplomático”. “Estamos muito preocupados com o contínuo reforço militar e a retórica que estamos vendo”, disse o porta-voz do Secretariado-Geral da ONU, Stéphane Dujarric.
Washington aumentou nas últimas semanas seu destacamento militar no Oriente Médio, em meio às ameaças de Trump, que chegam mesmo apesar de ambos os países já terem iniciado negociações indiretas sobre o programa nuclear iraniano.
Trump, que inicialmente ameaçou com uma intervenção militar devido à repressão dos últimos protestos no Irã, passou posteriormente a enquadrar suas advertências no programa nuclear iraniano, que Teerã afirma ter fins exclusivamente pacíficos e que sofreu um duro golpe com os bombardeios israelenses e americanos em junho de 2025, que deixaram mais de 1.100 mortos no país asiático.
Até o momento, Teerã tem demonstrado desconfiança em reabrir as negociações com Washington devido à referida ofensiva, uma vez que ela ocorreu em meio a um processo diplomático entre o Irã e os Estados Unidos para chegar a um novo acordo nuclear, depois que o acordo assinado em 2015 ficou sem conteúdo após a retirada unilateral do país norte-americano em 2018 por decisão do próprio Trump.
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