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MADRID 25 abr. (EUROPA PRESS) -
Uma delegação do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) viajou nesta sexta-feira para a capital egípcia, Cairo, a fim de discutir negociações para uma possível reativação do cessar-fogo na Faixa de Gaza, depois que Israel rompeu o pacto firmado em janeiro, em 18 de março, e retomou sua ofensiva contra o enclave.
Fontes citadas pelo jornal palestino Filastin, ligado ao grupo islâmico, disseram que a delegação é chefiada por Jalil al-Haya, que é o chefe da equipe de negociação do Hamas nas conversações indiretas com Israel, mediadas pelo Catar, Egito e Estados Unidos.
A ação da delegação ocorre depois que o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (IDF), Eyal Zamir, alertou na quinta-feira que as forças israelenses "ampliarão suas atividades" na Faixa de Gaza se o Hamas e outras milícias palestinas não tomarem medidas concretas para a libertação dos quase 60 reféns ainda mantidos no enclave.
As autoridades israelenses bloquearam a entrada de ajuda no início de março e romperam o cessar-fogo alcançado em janeiro com o Hamas em 18 de março, reativando sua ofensiva militar contra Gaza, lançada em resposta aos ataques de 7 de outubro de 2023, que deixaram cerca de 1.200 mortos e quase 250 reféns sequestrados, de acordo com o balanço oficial.
Por sua vez, as autoridades de Gaza, na quinta-feira, estimaram o número de mortos em mais de 51.350 pessoas e cerca de 117.200 feridos desde o início da ofensiva, um número que inclui quase 2.000 mortos e mais de 5.200 feridos desde que as forças israelenses retomaram os ataques.
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