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MADRID 29 abr. (EUROPA PRESS) -
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, reafirmou sua “lealdade absoluta” ao presidente Nicolás Maduro e ao povo venezuelano diante do que considerou “ataques de mesquinhez e irracionalidade” dirigidos contra ela desde que assumiu o cargo, após a operação militar dos Estados Unidos no mês de janeiro passado.
Rodríguez, que defendeu a “estabilidade nacional” acima de “qualquer interesse pessoal ou partidário”, reafirmou seu “compromisso inabalável com o projeto bolivariano” durante um evento no estado de Carabobo, localizado no norte do país.
Assim, ele indicou que as “acusações pessoais são irrelevantes diante da tarefa de garantir o futuro e a independência da Venezuela” e assegurou que seu trabalho “não envolve cálculos pessoais”. Além disso, ele abordou os “riscos e perigos” que assumiu para “proteger a nação e sua própria família”. “Dei um passo à frente e disse que o fazia pela Venezuela, e o faço pela Venezuela”, afirmou.
“Não me cansarei de fazê-lo”, acrescentou, ao mesmo tempo em que ressaltou que seu trabalho “é executado sem descanso e com uma abordagem de serviço público desinteressado”, segundo informações coletadas pela emissora de televisão venezuelana Telesur. A presidente interina fez um apelo à unidade nacional e convidou “todos os setores a opinar e trabalhar juntos a partir do reconhecimento mútuo”.
Nesse sentido, ela afirmou que o Executivo “não tem objeções em unir esforços com diversos atores para levar o país adiante”, dado que “a Venezuela requer a integração de todas as vontades”, ao mesmo tempo em que qualificou de “insólito” que as autoridades da Guiana questionem o uso do mapa oficial da Venezuela que inclui o território de Esequibo.
É por isso que ela voltou a reivindicar os direitos dos venezuelanos sobre a região, os quais considera “históricos e irrefutáveis”, além de “fundamentados na legalidade do Acordo de Genebra de 1966”.
Com isso, ela fez referência às palavras proferidas pelo presidente da Guiana, Irfaan Ali, que criticou o uso, por parte da mandatária, de um broche no qual se vislumbra o mapa da Venezuela com a região de Esequibo, que ocupa dois terços do território guianense e que Caracas reivindica.
Segundo Ali, “não se trata apenas de uma questão simbólica”, mas de “uma afirmação calculada e provocativa de uma reivindicação que a Guiana tem rejeitado de forma sistemática e legítima, e que se encontra nas mãos da Corte Internacional de Justiça para sua resolução definitiva”.
A Guiana considera que o território foi adquirido pelo Reino Unido por meio de um acordo com os Países Baixos em 1814 e que a Venezuela deve aceitar as fronteiras estabelecidas na Sentença Arbitral de Paris de 1899.
Em 2018, em meio a uma dessas oscilações que a disputa vem apresentando, a Guiana solicitou à Corte Internacional de Justiça de Haia, principal órgão judicial das Nações Unidas, que mediasse o conflito com base na sentença de Paris, que não é reconhecida pela Venezuela.
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