Prensa Presidencial de Venezuela
MADRID 22 jul. (EUROPA PRESS) -
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, liderou uma série de visitas de inspeção a terrenos no estado de La Guaira, o mais afetado pelos fortes terremotos de 24 de junho, que causaram mais de 5.300 mortos, com o objetivo de dar início a projetos habitacionais que ofereçam uma solução para a situação enfrentada por milhares de pessoas deslocadas pelos terremotos.
De lá, ela indicou que está sendo verificada a possibilidade de certificar lotes adequados para o desenvolvimento desse tipo de projeto urbanístico em áreas seguras, ao mesmo tempo em que avança a conclusão de edifícios e a implementação de outras soluções “imediatas” para as famílias que permanecem nos acampamentos temporários de deslocados.
“Acabamos de visitar vários terrenos no estado de La Guaira, onde os estudos preliminares indicam que é possível construir moradias nessas áreas”, informou a governante, que destacou o avanço das avaliações no local, segundo informações coletadas pelo jornal ‘El Universal’.
Assim, ela detalhou que foi supervisionado o estado de cerca de 580.000 metros quadrados onde poderiam ser construídas mais de 25.000 moradias projetadas “sob rigorosos padrões antisísmicos e estudos de capacidade de carga do solo”.
Participaram da inspeção o comissário presidencial para a Habitabilidade, Francisco Garcés, e a ministra do Habitat e da Habitação, Paola Posani. Além disso, Rodríguez garantiu que os técnicos, liderados por Garcés, estão avaliando toda a viabilidade da construção nessa área.
Como parte do processo de reconstrução, no estado de La Guaira foram realizadas “campanhas cartográficas” detalhadas e estudos do solo. Esses trabalhos visam organizar a realocação das pessoas afetadas pelos terremotos, avaliar os riscos associados a sismos e deslizamentos torrenciais e selecionar terrenos seguros para a construção de moradias, destacou a presidente interina.
“Continuamos trabalhando incansavelmente, e o Plano Venezuela Renace está reformando as moradias que precisam ser reformadas para que as pessoas possam voltar para casa”, afirmou ela, apenas um dia após a entrega de 240 moradias a famílias afetadas pelos devastadores terremotos.
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