MADRID 3 jan. (EUROPA PRESS) -
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, exigiu a "libertação imediata" do presidente do país, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cilia Flores, presos pelos Estados Unidos em um ataque militar na noite de ontem em Caracas.
"Exigimos a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores", disse Rodríguez durante uma reunião do Conselho Nacional de Defesa da Venezuela transmitida pela televisão pública venezuelana. Rodríguez enfatizou que Maduro é o "único presidente da Venezuela".
O "número dois" do governo venezuelano ressaltou que o próprio Maduro pediu que, se algo acontecesse com ele, a resposta deveria ser a mobilização popular. "Ele advertiu que, se algo acontecesse ao presidente Nicolás Maduro, o povo sairia às ruas, os corpos de militantes em seus locais de trabalho seriam ativados, as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas seriam ativadas e mobilizadas em todo o território nacional, e as organizações de segurança cidadã seriam ativadas", disse ela.
Rodríguez enfatizou que "por herança, somos como filhos e filhas de Simón Bolívar" e "por herança, temos o dever sagrado de salvaguardar nossa independência".
Ele também destacou o fato de que "a comunidade internacional se uniu e levantou suas vozes em apoio à Venezuela, da China, Rússia, América Latina, Caribe, África, Ásia...".
O Conselho de Defesa Nacional da Venezuela aprovou o decreto de declaração de comoção externa que havia sido assinado anteriormente por Maduro para transferi-lo para validação na Câmara Constitucional do Supremo Tribunal de Justiça, o que Rodríguez espera que ocorra nas próximas horas.
"Hoje, o povo venezuelano tem uma consciência muito grande do que significam seus hidrocarbonetos e recursos energéticos", argumentou.
Os chefes dos principais órgãos públicos da Venezuela participaram do Conselho, incluindo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez; a presidente da Suprema Corte de Justiça, Caryslia Rodríguez; o procurador-geral, Tarek William Saab; o ministro da Defesa, Vladimir Padrino; o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e o ministro das Relações Exteriores, Yván Gil.
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