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MADRID, 20 abr. (EUROPA PRESS) -
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, destacou neste domingo que “mais de 8.000” pessoas se beneficiaram da lei de anistia aprovada em 20 de fevereiro passado sob seu governo, no âmbito, segundo ela, da abertura de um “caminho” rumo à “reconciliação nacional”.
“Por meio da lei de anistia, mais de 8.000 venezuelanos foram beneficiados, enquanto o programa de convivência e paz integra e atende a todos os setores nacionais”, ressaltou a mandatária interina em um vídeo publicado em suas redes sociais por ocasião de seus 100 dias à frente do país.
Depois de defender que “a paz não é um discurso”, mas algo que “se constrói todos os dias com reconciliação, reconhecimento mútuo e tolerância”, Rodríguez anunciou que a Venezuela “entra em uma nova etapa com regras claras para atrair investimento, tecnologia, desenvolvimento produtivo e criação de novos empregos”.
“Abrimos nossas portas ao mundo com a certeza de que podemos avançar sem jamais renunciar à soberania sobre nossos recursos”, sublinhou a chefe do Executivo venezuelano, acrescentando, em seguida, que “hoje” a empresa estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) “produz 1,1 milhão de barris por dia”.
Nessa linha, a nova inquilina de Miraflores manifestou sua intenção de “recuperar imediatamente neste mês o nível de produção de petróleo” que seu país tinha “em dezembro de 2025”, o qual, lamentou, foi “perturbado pelo bloqueio contra a Venezuela”, sem fazer alusão à intervenção militar executada pelos Estados Unidos no início de 2026, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, bem como na morte de mais de uma centena de pessoas.
“Hoje a Venezuela se levanta novamente com suas próprias forças, com seu papel no mercado energético global”, enfatizou, assegurando que esses cem dias “não são um ponto de chegada”, mas “o início de uma nova etapa” para “recuperar a esperança” e “estimular a confiança”, ao mesmo tempo em que se “garante o futuro” da juventude do país.
MEDIDAS “COERCITIVAS” CONTRA O DESENVOLVIMENTO
Neste domingo, Rodríguez participou da Grande Peregrinação Nacional “Unidos por uma Venezuela sem sanções e em paz”, na qual denunciou que as “medidas coercitivas unilaterais impedem o desenvolvimento” da cidadania de seu país.
“Cada medida coercitiva unilateral, 1.081 em vigor, é uma medida que impede o desenvolvimento do povo venezuelano”, advertiu após um encontro com trabalhadores do setor de hidrocarbonetos no estado de Zulia, no noroeste do país.
No âmbito desta “grande peregrinação” em prol do “fim do bloqueio e das sanções”, que teve início neste domingo, 19 de abril, e culminará em Caracas, capital do país, no dia 1º de maio, a presidente interina explicou que as restrições financeiras e comerciais afetam diretamente a qualidade de vida e a estabilidade financeira das famílias do país, além de ter insistido que o bloqueio “é uma medida que atenta contra a economia” e “contra a renda dos trabalhadores”.
Por fim, Rodríguez exortou todos os setores sociais a apostar na colaboração coletiva, ao mesmo tempo em que convocou a “marchar”, “rezar” e “cantar todos juntos por uma Venezuela livre de sanções”.
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